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ALCOCHETADAS

Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.

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30
Mai07

Higiene Oral


marquesarede

Saúde Oral: Sorria sem medo



Nomes como cirurgias, pontes, cáries, aparelhos, tártaro, flúor, pastas, obturações, gengivites, infecções entre muitos outros fazem parte do nosso imaginário. Tentámos abordar todos eles para que fique a saber tudo o que precisa acerca da sua saúde oral e para ter um melhor sorriso.


«A Saúde Oral em Portugal não é brilhante, mas está a melhorar». Esta é a convicção do Dr. Pedro Santos, médico dentista há mais de onze anos e médico de clínica geral.

Os factores que levam a que a situação não seja melhor prendem-se com o facto de que só existe saúde oral em Portugal há cerca de 30 anos. Anteriormente eram apenas os estomatologistas que tinham a cargo esta área da saúde. Um outro motivo estava forçosamente interligado com a dificuldade de acesso à medicina dentária através do Serviço Nacional de Saúde. Pensar em ir ao dentista é sempre ficar com a ideia de clínicas privadas e custos altíssimos na cabeça.

O alheamento do Serviço Nacional de Saúde é, para muitos, um mistério, mas o dentista avança como possível justificação o facto de que «a medicina dentária é muito cara. Os materiais são muito caros, tanto mais que do pouco que se faz no serviço público, está apenas associado ao tratamento, descurando por completo a parte da prevenção e da reabilitação. Se alguém não tem dinheiro para ir a um privado, arrisca-se seriamente a ter uma saúde oral deficiente».

Toda esta situação assume contornos ainda mais relevantes se atendermos ao nível de vida dos portugueses, pois, «sei de casos em que ficou mais barato irem ao Brasil fazer um tratamento completo, do que pagar só o custo do material cá em Portugal. São situações económicas muito diferentes. Creio mesmo que no nosso País a solução de futuro passará pelas seguradoras com os cartões de saúde», referiu o médico-dentista.

Actualmente, e graças a directrizes da Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde implementou um programa gratuito nas escolas que tem como propósito promover a educação oral nas crianças. Higienistas e dentistas deslocam-se às escolas e fazem rastreios, aplicam flúor, despistam cáries e ensinam a escovar como deve ser os dentes. É uma iniciativa com resultados a longo prazo, mas Pedro Santos acredita ser este o caminho, pois, «as crianças mais tarde vão ser pais e, se souberem como escovar os dentes como deve ser, como ter uma boa saúde oral, ensinarão isso aos seus filhos.

A saúde oral nas crianças e nos jovens

A cárie dentária é muito prevalecente na população infantil e jovem. Porém, a sua prevenção é fácil e para isso basta escovar os dentes com um dentífrico com flúor, todos os dias, desde o nascimento do primeiro dente.

Em Portugal, no ano 2000, apenas 33% das crianças até aos 6 anos estavam livres de cáries. Os professores e os pais têm um papel importante a desenvolver junto das crianças no que diz respeito à formação dos hábitos alimentares. Sabe-se que os alimentos ricos em açúcar – doces e bebidas açucaradas – aumentam o risco de desenvolvimento de cáries.

O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral nas escolas tem sido fundamental para reduzir a prevalência de cáries nos mais pequeninos. Junto a um lavatório ou na sala de aula, eles podem escovar os dentes, no final da refeição, com a supervisão e o acompanhamento respectivo dos professores.

Sobre a promoção da saúde oral, nas crianças e nos mais jovens, saiba que:

Até aos 3 anos:

• A higiene oral inicia-se com a erupção do primeiro dente e deve ser feita com uma gaze, dedeira ou escova macia;

• Os pais devem utilizar uma pequeníssima quantidade de dentífrico fluoretado de 1000-1500 ppm (o rotulo do dentífrico contêm a dosagem de fluoreto)

Dos 3 aos 6 anos:

• A criança deve fazer a escovagem dos dentes, com supervisão, pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar;

• A escova deve ser macia e ter um tamanho adequado à boca da criança;

• O dentífrico fluoretado deve ter entre 1000-1500 ppm e a quantidade é idêntica ao tamanho da unha do quinto dedo (mindinho) da criança.

Mais de 6 anos:

• A escovagem dos dentes deve ser feita pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar;

• A escova deve ser macia ou média, de tamanho adequado à boca da criança;

• O dentífrico fluoretado deve ter entre 1000-1500 ppm, e a quantidade é de aproximadamente um centímetro.

Na adolescência:

• A higiene oral faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem;

• As expectativas dos jovens acerca dos lábios, boca e dentes, nos planos estético e relacional, são de valorizar.

Doenças dentárias mais comuns

Placa bacteriana

É a acumulação de bactérias nos dentes devido à falta de higiene. Quando ficamos algumas horas sem lavar os dentes, com a própria língua, sentimos os dentes mais ásperos. Isso é placa bacteriana. A simples escovagem e uso de fio dental é suficiente para eliminar a placa bacteriana. Esta pode dar origem a cáries ou evoluir para tártaro.

Cáries

Normalmente, surgem na sequência de uma má higiene. As bactérias aderem ao dente, formando uma camada incolor, denominada placa bacteriana. O metabolismo dessas bactérias leva-as a produzirem ácidos que, em contacto com os dentes, irão causar uma desmineralização formando cavidades, ou buracos nos dentes. O principal sintoma da cárie é a dor e evita-se, acima de tudo, com uma boa higiene dentária, bem como na moderação na ingestão de açúcares.

Tártaro

O tártaro é uma evolução da placa bacteriana. Surge quando a placa bacteriana não é removida, acabando por calcificar, isto é, endurece e fica agarrada ao dente. Normalmente, o tártaro é visível sob a forma de uma camada amarela nos dentes, na linha da gengiva. Apenas o dentista pode remover o tártaro, pelo que convém manter uma boa higienização nunca deixando a placa bacteriana se tornar tártaro.

Gengivite

É uma inflamação das gengivas causada pela presença de placa bacteriana e tártaro nos dentes, próximo das gengivas. A gengiva fica avermelhada e inchada, quando a cor normal é rosa claro. Ocorre frequentemente o sangramento aquando da escovagem, da passagem com fio dental ou mesmo durante as refeições. Normalmente, o local que mais sangra é aquele que precisa de mais cuidados.

Mau hálito

O mau hálito é também conhecido por halitose e tem origem em diversas causas. Podemos dividir as causas em locais (má escovagem, feridas cirúrgicas, periodontites) e sistémicas (diabetes, prisão de ventre), mas a grande génese dos casos de mau hálito são bactérias que se alojam principalmente na língua e que produzem compostos à base de enxofre. Esta situação é perfeitamente normal ao acordar.

Fonte: Medicina & Saúde

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