Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.
Sábado, 29 de Outubro de 2005
Matemática, meu amor...
livros.gif
A tragédia da Matemática

Num certo livro de Matemática, um quociente
apaixonou-se por uma incógnita. Ele, o quociente,
produto de notável família de importantíssimos
polinómios. Ela, uma simples incógnita, de mesquinha
equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas
como todos sabem, o amor não tem limites e vai do mais
infinito ao menos infinito.
Apaixonado, o quociente olhou-a do vértice à base, sob
todos os ângulos, agudos e obtusos. Era linda, uma
figura ímpar e punha-se em evidência: olhar rombóide
(=rombo - losango), boca trapezóide, seios esféricos
num corpo cilíndrico de linhas sinoidais (=curvas).
-- Quem és tu? -- perguntou o quociente com olhar
radical.
-- Sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos
catetos. Mas pode me chamar de hipotenusa-respondeu
ela com uma expressão algébrica de quem ama.
Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se
encontraram no infinito. E se amaram ao quadrado da
velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e da
paixão, rectas e curvas nos jardins da quarta dimensão.
Ele a amava e a recíproca era verdadeira. Se adoravam
nas mesmas razões e proporções no intervalo aberto da
vida.
Três quadrantes depois, resolveram se casar. Traçaram
planos para o futuro e todos desejaram felicidade
integral. Os padrinhos foram o vector e a bissetriz.
Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão
geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas
positivas, tiveram um par: o menino, em homenagem ao
padrinho, chamaram de versor; a menina, uma linda
abcissa. Ela sofreu duas operações.
Eram felizes até que, um dia, tudo se tornou uma
constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro.
O máximo divisor comum, um frequentador de círculos
viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma
grandeza absoluta. Ela sentiu-se imprópria, mas amava
o máximo. Sabedor desta regra de três, o quociente
chamou-a de fracção ordinária. Sentindo-se um
denominador comum, resolveu aplicar a solução trivial:
um ponto de descontinuidade na vida deles. Quando os
dois amantes estavam em colóquio, ele em termos
menores e ela de combinação linear, chegou o quociente
e num giro determinante disparou o seu 45.




Ela foi para o espaço imaginário e ele foi parar num


intervalo fechado, onde a luz solar se via através de


pequenas malhas quadráticas.



Publicado por marquesarede às 19:26
Link do post | comentar | favorito

Posts recentes

EVENTOS

SONHAR

MEDIAÇÃO E PSICOTERAPIA N...

RESPONSABILIDADES

QUALIFICAR

ESTUDAR A EDUCAÇÃO

ELEGER

DESEMPENHO

FUSÕES

ESTADOS D'ALMA

Junho 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


Posts recentes

EVENTOS

SONHAR

MEDIAÇÃO E PSICOTERAPIA N...

RESPONSABILIDADES

QUALIFICAR

ESTUDAR A EDUCAÇÃO

ELEGER

DESEMPENHO

FUSÕES

ESTADOS D'ALMA

Arquivos

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Links
subscrever feeds