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ALCOCHETADAS

Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.

ALCOCHETADAS

Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.

11
Mai07

Educação e o Ambiente


marquesarede

 

De uma política pública de Ambiente e Educação Ambiental em Portugal a uma Estratégia Nacional de Educação Ambiental: sucessos e fracassos
Em Portugal, a Educação Ambiental (EA) começou a ter visibilidade institucional nos anos setenta através dos esforços desenvolvidos pela Comissão Nacional do Ambiente, não lhe sendo alheio o contexto internacional, mas desenvolve-se particularmente durante os anos noventa onde são visíveis um conjunto de actividades cívicas e educativas, assim como determinações políticas a elas associadas. Nos anos oitenta podemos considerar que existe um vazio ao nível das políticas de ambiente e, consequentemente, no âmbito das acções de Educação Ambiental ressaltando como resultado relevante a entrada de Portugal na União Europeia que viria a impulsionar o surgimento de dois diplomas fundamentais em 1987: a Lei de Bases de Bases do Ambiente e a Lei das Associações de Defesa do Ambiente.
Em 2001 dá-se uma reestruturação da Lei Orgânica no Ministério do Ambiente que faz a fusão do Instituto de Promoção Ambiental (IPAMB) com a Direcção-Geral do Ambiente, dando origem ao Instituto do Ambiente (IA), que agrega os serviços desses dois organismos tendo provocado um movimento de instabilidade e contestação por parte das associações de defesa do ambiente e de coordenadores de projectos de Educação Ambiental nas escolas que se vêm confrontados com a extinção das linhas de financiamento existentes.
No Ministério da Educação têm vindo a ser introduzidas, gradualmente, algumas referências à educação cívica e educação para a cidadania com carácter transversal, o que tem contribuído para a implementação de projectos de Educação Ambiental a nível do Sistema Educativo. Alguns destes projectos foram apoiados pelo Sistema de Incentivos à Qualidade da Educação (SIQE), que passou do (ex) Instituto de Inovação Educacional (IIE) para o Departamento de Educação Básica, nos termos do Decreto-Lei n.º 208/2002, de 17 de Outubro.
Na sequência do desaparecimento dos dois principais organismos públicos que apoiavam projectos de Educação Ambiental (IPAMB e IIE) encontramo-nos nos meados da primeira década do novo milénio na expectativa de uma Estratégia Nacional de Educação Ambiental que teima em não sair apesar de já ter sido anunciada publicamente e fazer parte de documentos oficiais, tais como a Lei Orgânica do Instituto do Ambiente e da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável (primeira versão pública).

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De uma política pública de Ambiente e Educação Ambiental em Portugal a uma Estratégia Nacional de Educação Ambiental: sucessos e fracassos (2006)
Por Joaquim José Marques Ramos Pinto - Pais : Portugal

11
Mai07

Educação Ambiental


marquesarede

I Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos e Galiza



I Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos e Galiza Objectivos:

Geral

Debater a contribuição da educação na construção de valores, bases culturais e bases políticas que sirvam á promoção de sociedades sustentaveis.

Específicos

1. Promover o intercambio cultural e de experiencias entre os participantes e a construção de uma identidade lusófono-galega, e nas súas correspondencias iberoamericanas.
2. Proporcionar aos educadores(as) ambientais um aprofundamento do diálogo com personalidades e intelectuais, com a  finalidade de fortalecer o pensamento crítico em busca de alternativas da sustetabilidade socioambiental.
3. Debater e fomentar, no campo da Educação Ambiental, a apresentação de propostas de cooperação nos temas de Mudança Climática, Biodiversidade e Sustentabilidade Socioambiental
4. Fortalecer e estabilizar redes para a acção e a cooperação no eixp da Educação Ambiental no espaço lusofono-galego
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Para Mais Informações:    
Datas: 24 a 27 de Setembro de 2007
LOcal: Santiago de Compostela
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Castelo de Santa Cruz, s/n
15179 Liáns - Oleiros - A Coruña

Telefone: +34981630618
Fax: + 34 981614443

WebSite: http://www.ealusofono.org
E-mail: cooperacion@ceida.org
10
Mai07

Os Blogues dos "stôres"


marquesarede

Professores confessam angústias em blogues

 
Reclamações, lamentos e medos. Está tudo na Net
Os stôres já postam. Usam a Internet para fazer queixas, confessar angústias, mostrar esperanças. Está lá tudo, em forma de post, nos blogues, para quem quiser ler. Os alunos que são "demónios", as aulas que são uma "tortura", os encarregados de educação que "nunca aparecem". Até a ministra, que é "sinistra". Todos os dias, milhares de professores estão ao teclado a mostrar o outro lado da profissão.

Há blogues para todos os gostos. "Desde relatos confessionais sobre o quotidiano a análises gerais da política", diz Paulo Guinote, professor e autor do blogue A Educação do meu umbigo. É difícil dizer quantos existem: "Uns 200 a 300 activos, diria o meu exercício de adivinhação." Para o professor, a doutorar-se em História da Educação, "o 'boom' terá acontecido de 2005 em diante".

O fenómeno, diz, "cresceu em função da agenda governamental para a Educação e isso notou-se em especial em 2006". Perante "a investida do Ministério da Educação, que apresentou os professores como os maus da fita, muitos sentiram-se isolados perante a opinião pública". A reacção "passou pela blogosfera".

Eu, blogger, me confesso

"Conhecendo a minha direcção de turma como conhecem, vocês já se devem ter apercebido que muitas vezes me enervo imensamente com eles e só me apetece sair porta fora e deixá-los a olhar para as paredes... Já há algum tempo que deixei de berrar acima da voz deles pois só dava cabo da garganta e o P. achava que, para eu o ouvir, devia falar ainda mais alto do que eu. Resolvi que não falaria mais e que a matéria que estava sumariada contava como dada e eu não ia voltar a abrir a minha boca." Online desde Março de 2006, o blogue A Professorinha já recebeu 32 mil visitas.

Cibernauta militante, Isabel Campeão, professora de Matemática na reforma desde Setembro, e autora do blogue Memórias Soltas de Prof , vê o melhor lado dos blogues: "Nunca vi dizer mal dos alunos em blogues." Mas admite: "Há uns que são mesmo uma espécie de diário, tanto falam de outras coisas do quotidiano como das aulas, e há muitos professores que quanto mais se preocupam com os alunos mais desesperam quando não trabalham. É natural que se encontrem desabafos."

Como este? "Hoje os dois demónios do 7.º3 estavam mais ou menos comportados, um semidemónio faltou e outros dois demónios não aparecem desde o meio do segundo período." Para Isabel Campeão, "como em tudo, há qualidade maior e qualidade menor". Por isso, prefere sublinhar "a importância de um tipo de blogues voltados principalmente para a partilha de experiências". Blogues cujos autores "escolheram o ensino por vocação e por paixão".

Consciente deste novo movimento, João Dias da Silva, da Federação Nacional da Educação, considera que os sindicatos "não podem deixar de ter em linha de conta esta expressão individual". Para quem representa os docentes, a blogosfera é agora "mais um elemento de contacto com a realidade da sala de aula". É ali que muitos dizem o que não são capazes de dizer em voz alta: "Por falar em agressões a professores... ontem um aluno cuspiu na minha cara."
10
Mai07

Novo estatuto do aluno


marquesarede

O novo Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário aperta o cerco aos absentistas. Sempre que um jovem dê um terço das faltas injustificadas os pais são informados pela escola. Passada a fronteira dos dois terços, os encarregados de educação são mesmo convocados. Se estiver na escolaridade obrigatória e ultrapassar o limite, o aluno tem de fazer um exame. E se não tiver aproveitamento na prova, chumba.

Já um estudante do secundário não tem esta hipótese. Se der faltas a mais é, simplesmente, excluído. E não pode frequentar mais as disciplinas em que se excedeu.

Foi tornada pública a versão integral do diploma que altera o Estatuto, em vigor desde 2002. Aprovada já em Conselho de Ministros , a alteração prevê o reforço da autoridade dos professores e a simplificação de processos burocráticos para "tornar mais eficientes e úteis as medidas disciplinares". Esteve em discussão pública até ontem, 9 de Maio.

No estatuto do aluno definem-se direitos e deveres dos estudantes, mas também dos pais. Ser assíduo, pontual e empenhado está na lista dos deveres dos mais novos. Esclarece-se, contudo que os pais e encarregados de educação dos menores são co-responsáveis pelo cumprimento destes deveres.

No estatuto de 2002 previa-se que os encarregados de educação fossem convocados pelo estabelecimento de ensino quando o aluno atingisse metade das faltas injustificadas; agora fica claro que devem ser informados mais cedo - "quando for atingido um terço do limite". E que quando forem atingidos os dois terços, os pais (ou o aluno maior de idade) são então, sim, convocados para que possam ser informados das consequências do absentismo.

Se, ainda assim, o aluno do ensino básico ultrapassa o limite de faltas (no 1.º ciclo, são cinco por ano e nos restantes ciclos e no secundário o triplo do número de tempos lectivos semanais), deverá sujeitar-se a "uma prova de equivalência à frequência". Se não obtiver aprovação naquela prova, e salvo decisão em contrário do conselho pedagógico da escola (que, com o parecer do conselho de turma deve analisar os resultados obtidos no conjunto das disciplinas), fica retido "no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade". Termina assim o chumbo automático por faltas, como tem acontecido ao longo dos anos.

O diploma estabelece uma distinção clara entre medidas correctivas e medidas sancionatórias. Um aluno faltoso, por exemplo, pode ser sujeito à medida correctiva de ser impedido de aceder a actividades extracurriculares. Ou ser obrigado a estar mais tempo na escola. A mudança de turma é outra das previstas. O Executivo quer que este género de medidas seja visto como "parte integrante do processo de ensino" e deixe de requerer procedimentos formais e burocráticos para ser aplicado, como a redução a escrito e a abertura de autos, ou reuniões de conselhos de turma ou conselhos pedagógicos extraordinários.
10
Mai07

Abandono escolar


marquesarede

A ausência de números oficiais sobre o abandono escolar em Portugal foi fortemente criticada pela nova direcção da Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil (CNASTI) que interpreta a situação como um reflexo do desprezo estatal pela educação e pelas crianças. Os únicos números de 2006 disponíveis, evidenciam, no entanto, uma realidade algo peculiar e difícil de analisar, apontando para uma taxa de 40% de abandono escolar na faixa dos 18 e os 24 anos.

Mais grave, assinala a nova presidente, Ana Maria Mesquita, é o facto de a percentagem ter descido apenas 0,1% em dez anos, o que nos coloca a mais do dobro da média europeia. Em plena campanha global "Unidos pela Educação", a CNASTI faz um alerta ao Governo para que intervenha de uma vez por todas neste flagelo, sobre o qual não há sequer dados concretos.

"Sabemos que existem, que saem da escola, que são muitos. Pensamos que as escolas não sinalizam os casos, nem avisam as entidades ou então avisam, mas ninguém actua. Mas para onde vão estas crianças? Onde estão e o que estão a fazer", questiona a estrutura, sublinhando que o resultado do abandono escolar está, em muitos casos, a redundar na marginalidade, prostituição, pequeno crime ou tráfico de droga.

A situação global da educação no país revela ainda, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, que no terceiro trimestre de 2006, 71,3% de toda a população empregada tinha "o Ensino Básico ou menos". "Julga-se que há muitos licenciados, o que nem é verdade", frisa a CNASTI. Na presente campanha pretende-se dar um novo impulso à discussão sobre a temática.

A presidente defende mesmo uma tomada de posição urgente que passa pela criação de equipas multidisciplinares, com psicólogos e assistentes sociais nas escolas para sinalizar e acompanhar os casos. "Não podemos ter uma escola como há 30 anos atrás, é preciso sobretudo incentivar as crianças a gostar das matérias, introduzindo currículos alternativos", frisou.
10
Mai07

COMPORTAMENTOS EM ANÁLISE


marquesarede

Especialistas dizem que só uma lei nova não chega e criticam o carácter mais punitivo do que correctivo da proposta do Ministério da Educação. É necessário distinguir entre medidas de correcção dos comportamentos e medidas punitivas.

A história foi-lhe contada por um professor do 1.º ciclo de Castelo Branco e José Morgado, professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa, aproveitou-a para um dos livros que escreveu. O pai de um aluno foi chamado à escola do filho. Quando chegou, disse-lhe: "Diga-me lá, senhor professor, o que é que ele fez? Pelo sim, pelo não, já lhe dei uma tareia". Parece anedota, mas, garante Morgado, aconteceu assim.

O caso ilustra como entre algumas famílias está instalada a ideia de que ir à escola dos filhos "é sinónimo de problemas, de ir ouvir alguma coisa má sobre eles". E só isso. Este pai de Castelo Branco até compareceu... mas sem qualquer expectativa de que em conjunto com a escola pudesse ser construída alguma solução. "Mas muitos pais que são convocados simplesmente não aparecem". Não acham que ouvir, uma vez mais, apontar as fragilidades dos filhos resolva alguma coisa.

O professor do Departamento de Psicologia Educacional do ISPA duvida que se esteja a fazer tudo o que seria possível para concretizar as intenções anunciadas pelo Governo quando há dias foi posta à discussão pública (até ontem 9 de Maio) uma proposta de novo Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário. É um facto que há uma simplificação dos procedimentos disciplinares que reforça, como se pretende, a autoridade dos professores e a autonomia das escolas. Já a ideia de responsabilizar mais os encarregados de educação parece exigir outras medidas, diz.

É certo que a proposta de lei determina que as famílias passem a ser informadas mais cedo se os filhos faltam às aulas sem justificação. "Mas será que mais uma carta para casa vai responsabilizar mais os pais?" O que é preciso, continua, é que as escolas chamem os encarregados de educação e os envolvam antes "de os miúdos começarem a dar problemas". Que "os ajudem a desenvolver as competências parentais". Que lhes abram as portas a horas em que eles podem participar. "A missão" da escola não é ajudar uma família com mais dificuldades a desenvolver competências. Mas essa "também é uma das suas missões".

João Amado, autor de vários livros sobre a indisciplina nas escolas, acredita que, no geral, as medidas previstas "poderão ser uma ajuda na diminuição" do problema. Mas, sublinha, "só por si, não serão suficientes". E explica: é positivo que se distingam claramente as medidas de correcção dos comportamentos, das medidas punitivas mais pesadas – algo que o novo estatuto faz. "Esta distinção dá maior autonomia ao professor no modo como lidar com os problemas. E se souber gerir essa autonomia o problema pode resolver-se dentro da própria relação professor-aluno e não ultrapassar os limites da aula ou da turma. Mas eu digo "se ele, professor, souber", porque é este "saber" que lhe confere autoridade, e não o simples escudar-se numa lei".

E porque o "saber" aprende-se, é preciso formar professores tornando-os capazes de ensinar "e, ao mesmo tempo, de constranger sem deixar de respeitar o aluno". Uma formação "que não só capacitará o professor para resolver conflitos, mas, e sobretudo, o capacitará para os prevenir".

 Andreia Sanches
10
Mai07

ENSINO DO PORTUGUÊS


marquesarede

Os programas e os manuais de Português, o ensino da gramática ou o estudo de autores são alguns dos temas que estiveram em discussão , no Centro Cultural de Belém, no âmbito da Conferência Internacional sobre o Ensino do Português. A conferência contou com a participação de professores, linguistas e outros convidados. No final, foi produzido um documento de recomendações a apresentar ao Governo.

Menos de um por cento do total de 64.500 alunos inscritos nas formações gerais do 10.º optaram por matricular-se este ano no curso de Línguas e Literaturas. Em todo o país são apenas 581. Sendo que em 2004/2005 eram 1440 e em 2005/2006 eram 873, de acordo com o levantamento feito pelos promotores da petição Em Favor das Línguas Clássicas em Portugal, que vai ser hoje debatida no Parlamento.

Os mais de oito mil subscritores da petição consideram que a divisão do antigo agrupamento de Humanidades em dois cursos distintos - Ciências Sociais e Humanas e Línguas e Literaturas - levou a que o ensino das línguas clássicas passasse a ser "residual" nas escolas secundárias. Por isso reclamam a adopção de medidas legislativas que revertam a situação, criada pela última reforma do secundário (em vigor desde 2004).

Segundo o Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra, um dos promotores da petição, há muitos concelhos e mesmo sete distritos (como Viseu, Beja, Santarém ou Viana do Castelo) onde não existe o curso de Línguas e Literaturas. Em Lisboa e no Porto só duas escolas têm esta via de estudos, sendo que apenas uma na capital oferece o Latim como opção. Em toda a Região Centro apenas três dos 102 estabelecimentos secundários leccionam o agrupamento de Línguas e Literaturas.

Para além da excessiva especialização, e que leva a que as escolas não consigam ter alunos suficientes para criar uma turma, os peticionários criticam outros aspectos do currículo. Como o facto de as disciplinas de Literatura Portuguesa e de Latim aparecerem "como concorrentes, em opção alternativa e não como complementares". Ou ainda que estas duas matérias não possam ser estudadas pelos alunos de Ciências Sociais e Humanas, agrupamento que suporta a candidatura às licenciaturas de História, Filosofia ou Direito.

Na petição chama-se a atenção para o risco de estar a privar-se os jovens de conhecer "os valores que constituem a génese do património cultural, ético e cívico ocidental".

Os subscritores entendem mesmo que as escolas, enquanto serviço público, têm de assegurar um mínimo de ofertas que garanta a liberdade de escolha por áreas de formação. A solução poderia passar pela criação de um curso mais "abrangente" de Humanidades, que englobasse os agrupamentos de Ciências Sociais e Humanas e Línguas e Literaturas.

O próprio Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Secundário já fez uma proposta semelhante. Questionado pelo PÚBLICO, Rui Nunes, assessor de imprensa do Ministério da Educação, confirmou que a tutela está a preparar uma alteração ao decreto-lei da reforma do secundário nesse sentido, como forma de combater a "perda de alunos", mas não adiantou mais pormenores.


Línguas e Literaturas vão fundir-se com Ciências Sociais

Em Lisboa, apenas a escola secundária Luís de Camões ainda ensina Latim e Grego. Em seis distritos do país já não existem.

Delfim Leitão, docente da Universidade de Coimbra, não tem dúvidas: é uma corrida contra o tempo. Mais dois anos com a actual estrutura curricular do ensino secundário e acabavam-se as línguas clássicas nas escolas. Na sequência da reforma de 2004, em Lisboa já só há um estabelecimento de ensino onde as podemos encontrar no 10.º ano - a Escola Secundária Luís de Camões. E em seis distritos do país já desapareceram do mapa. Há alunos interessados que são obrigados a desistir por falta de oferta.

O curso de Línguas e Literaturas vai desaparecer, enquanto entidade autónoma, da estrutura curricular do ensino secundário. Só não se sabe ainda quando tal acontecerá. A medida foi preconizada em Fevereiro pelo Grupo de Avaliação da Implementação da Reforma do Ensino Secundário, designado pelo Ministério da Educação, e deverá ser acatada pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, admitiu ao PÚBLICO o seu assessor de imprensa Rui Nunes.

Também o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, deu a entender que será este o caminho. Durante o debate, na Assembleia da República, de uma petição com mais de oito mil assinaturas em prol das Línguas Clássicas, Santos Silva fez uma interpelação. Recordou que no relatório daquele grupo se põe em causa a "viabilidade" do curso de Línguas e Literaturas enquanto entidade autónoma, dada a "procura muito baixa por parte dos alunos, impossibilitando a constituição de turmas nas escolas" (exige-se um número mínimo de 24 alunos). Propõe-se antes a sua extinção e integração das suas disciplinas no curso de Ciências Sociais e Humanas.

Esta é também a solução preconizada pelos subscritores da petição promovida, entre outros, pela Associação Portuguesa de Estudos Clássicos. Razões entre outras: o aumento do número de candidatos permite oferecer cursos que actualmente não abrem por exiguidade dos alunos e possibilita o contacto com as Línguas Clássicas a alunos vocacionados para outros saberes.

Na Alemanha, o latim é a terceira língua mais estudada - quase 800 mil estudantes no ensino pré-universitário, ou seja, 1000 em cada 10 mil estudantes. Em Portugal, a proporção baixará para um, adiantam os promotores da petição.

É grave? "Cerca de 90 por cento do nosso vocabulário vem do latim e do grego", sublinha Leitão. Filipe Carvalho, professor de Latim e Português, diz que não se trata só de vocábulos. "O latim é a base estrutural da língua portuguesa" ou seja, ninguém saberá muito de português se não souber latim. São línguas mortas com aplicações práticas bem vivas. Por exemplo, em direito, medicina, farmácia, continua. Filipe Carvalho acrescenta: o latim reflecte toda "uma vivência e uma história". "É uma ligação à nossa essência." É uma questão de identidade, frisa Delfim Leitão. E a portuguesa, ocidental, tem as suas raízes na matriz greco-romana.

PÚBLICO 06.05.2007
10
Mai07

OS PAIS E A ESCOLA


marquesarede

As I Jornadas Distritais "Os Pais e a Escola" realizam-se dia 19 de Maio, pelas 14.30 horas, na Sala Teatro, no edifício do Instituto Português da Juventude, Largo José Afonso, em Setúbal, organizadas pela FERSAP e COSAP.

O tema em discussão nestas Jornadas é: "A intervenção dos pais na gestão da escola". Serão debatidas a participação dos pais nos órgãos da escola - assembleia de escola, conselho pedagógico, conselho de turma - e as propostas de alteração ao Estatuto do Aluno, entre outros assuntos.

A entrada é livre.
01
Mai07

TLEBS suspensa até 2010


marquesarede

A experiência pedagógica da chamada Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS) foi suspensa, prevendo-se que os novos programas das disciplinas de Língua Portuguesa entrem em vigor no ano lectivo 2010/2011, determina uma portaria publicada recentemente em Diário da República.

De acordo com o Ministério da Educação, o desenvolvimento da experiência piloto, durante o ano de 2005/2006, permitiu identificar alguns termos inadequados e dificuldades nas condições científicas e pedagógicas da sua generalização, tornando-se necessário “definir novas orientações”, reconhece.

A tutela ordenou, em consequência “a revisão científica e pedagógica” da TLEBS, pedindo à Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular que elabore uma lista de termos destinada a professores e um documento de carácter didáctico-pedagógico com propostas para cada ciclo de ensino. Os dois documentos devem ser submetidos a consulta pública durante 90 dias, estabelece a portaria publicada em Diário da República.

Os programas de Língua Portuguesa do 5.º ao 9.º ano de escolaridade devem ser revistos até 2009, entrando em vigor no ano lectivo seguinte. Os processos de adopção de novos manuais escolares desta disciplina ficam suspensos até essa data.

A nova TLEBS foi alvo de fortes críticas por parte de encarregados de educação e professores, que contestaram a complexidade dos novos conceitos.

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