Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.
Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Adolescentes e Depressão

Raiva, irritabilidade, perda de energia, mudanças de humor. A lista de sintomas da depressão prossegue, quase imparável, à semelhança de uma doença que afecta cada vez mais pessoas em todo o Mundo. E nem os mais pequenos escapam. Em crianças e adolescentes o problema foi durante muito tempo negado. Hoje, é uma realidade, com a discussão a centrar-se na melhor forma de tratamento.

De acordo com um novo trabalho realizado por investigadores do Instituto e Clínica Western de Psiquiatria de Crianças e Adolescentes de Pittsburgh, nos Estados Unidos, os benefícios de receitar antidepressivos de nova geração, como o Prozac, aos miúdos superam os riscos apontados por vários estudos, que os acusam de aumentar os pensamentos suicidas.

“O que determina o risco de suicídio não é a medicação, mas sim a doença”, confirma o psiquiatra Carlos Filipe, para quem a notícia agrada mas não constitui novidade. “Associar o risco de suicídio aos medicamentos é enviesar a discussão. Estamos a trabalhar com uma situação em que se pergunta: e se não se tratar, quantos se vão suicidar e ficar com a vida em risco e alterada?”

BENEFÍCIOS VS RISCOS

Os especialistas norte-americanos fizeram a revisão de um total de 27 trabalhos, sete dos quais não analisados pela agência que controla o mercado dos medicamentos naquele país, a FDA, responsável por ter lançado em 2003 a polémica ao forçar os fabricantes dos antidepressivos a colocarem no folheto informativo dos medicamentos a indicação do risco de suicídio entre crianças e jovens.

Ao todo, nos trabalhos revistos participaram 5310 menores tratados com oito marcas diferentes de medicamentos antidepressivos, todos com o mesmo princípio activo. E enquanto as conclusões da FDA apontavam para que dois em cada cem menores sofriam com pensamentos suicidas, a nova investigação reduziu o número a um menor em cada centena. “Em comparação com o placebo [substância neutra] os antidepressivos são eficazes na terapia da depressão infantil e nos transtornos de ansiedade”, concluem os autores do estudo.

Carlos Filipe explica que nas situações muito graves de depressão “a pessoa pode estar tão deprimida que nem para acabar com a vida tem força”. Há depois do início da medicação um momento em que pode existir o risco aumentado de suicídio, quando a pessoa já recuperou um pouco a força, o suficiente para pôr termo à vida. “Mas cada caso é um caso e tem de se fazer uma avaliação clínica da situação.”

O QUE É

A depressão é uma doença mental que afecta milhões em todo o Mundo, crianças incluídas, tendo sido considerada a principal doença psiquiátrica dos tempos modernos. Estima-se que quatro a sete por cento dos miúdos seja afectado pelo problema.

SINTOMAS

- Mudanças de humor

- Redução das actividades e do interesse

- Distúrbios do sono dificuldade em adormecer ou em se levantar de manhã

- Perda de energia física e mental

- Perda ou aumento de peso

- Ansiedade

- Pensamentos mórbidos

- Pessimismo e negativismo

- Queixas frequentes de dores no corpo sem razão aparente

- Raiva e irritabilidade

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico da depressão numa fase inicial é muito importante por forma a prevenir problemas mentais numa idade mais avançada. Falar com um especialista é o ideal, no caso de a criança manifestar os sintomas da depressão. O tratamento pode passar pela administração de medicamentos, assim como por diferentes formas de terapia, entre elas a terapia familiar.

CAUSAS DA DOENÇA

FACTORES PSICOLÓGICOS

Dizem os especialistas que apresentam depressão as crianças e adolescentes que vivem sob tensão, em ambientes familiares ou sociais violentos, com doença, violência familiar e social, vítimas de abandono, morte, abuso sexual, etc.

FACTORES GENÉTICOS

São diferentes as teorias que apontam para as causas da depressão, mas muitos defendem que as crianças com situações de depressão na família têm maior risco. Há quem diga que se pode herdar uma certa predisposição.

FACTORES BIOLÓGICOS

Há alterações no sistema neuroendócrino que podem justificar os problemas depressivos. Os que apresentam desordens cerebrais sofrem de depressão porque os mesmos químicos e processos estão envolvidos em ambas as patologias.

SUICÍDIOS AUMENTAM

“O suicídio é um trágico problema de saúde pública no Mundo. Há mais mortes por esta causa do que pela soma dos homicídios e guerras.” As palavras são de Catherine Le Galès-Camus, subdirectora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo os dados desta organização, são cada vez mais as pessoas que em Portugal decidem pôr fim à vida, com as taxas mais altas assinaladas no Sul do País – Alentejo e Algarve. Em 2002 a taxa fixou-se em 11,7 pessoas por cada cem mil.

Carla Marina Mendes, Exclusivo Correio da Manhã / El Mundo

     


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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
SEGURANÇA

Todas as escolas públicas vão ter, a partir do próximo ano lectivo, um delegado de segurança, que será um professor do Conselho Executivo com formação específica e com a missão de garantir as “melhores condições” de prevenção de incidentes e de promoção da segurança, anunciou ontem, em Leiria, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos.

Sempre que haja incidentes ou situações preocupantes, o delegado de segurança deve relatá-las às forças de segurança e introduzi-las no sistema electrónico de recolha de informações – uma base de dados existente nas escolas que padroniza as agressões, encaminhando-as para a Equipa de Missão para a Segurança Escolar, chefiada pela intendente Paula Peneda, e disponibilizando-as nos serviços dependentes dos ministérios da Administração Interna e Educação.

A figura do delegado de segurança já existe “em algumas escolas”, mas a partir do próximo ano lectivo será “alargada aos 1400 agrupamentos”, explicou Valter Lemos, revelando que as questões de segurança vão integrar um “módulo obrigatório” das aulas de Formação Cívica.

A “segurança nas escolas é uma questão que tanto nos preocupa”, disse o governante, ressalvando que não se deve confundir a indisciplina com a insegurança – “estão associadas, mas não são a mesma coisa”. Na sua opinião, as escolas “são dos locais públicos mais seguros do País”, mesmo as que estão inseridas em zonas problemáticas.

Valter Lemos falava na apresentação da campanha, ‘Na Escola com Segurança’, do Governo Civil de Leiria, que contou ainda com a presença do secretário de Estado da Administração Interna. Ascenso Simões destacou a aposta do seu ministério no programa Escola Segura, que desde 2006 envolve 600 agentes por dia, apoiados em 300 viaturas e 160 motociclos e está presente em 11 mil escolas. Quando foi lançado, há 15 anos, o programa abrangia apenas 18 estabelecimentos de ensino.

Quanto à campanha ‘Na Escola com Segurança’, o governador civil de Leiria, José Miguel Medeiros, revelou que irá envolver 15 mil alunos dos 2.º e 3.º ciclos de 40 escolas do distrito, que nos próximos dois meses, nas aulas de Formação Cívica, irão abordar os problemas da violência e da insegurança, em conjunto com os professores e elementos das forças de segurança.

Segundo José Miguel Medeiros, “a escola deixou de ser vista e sentida como um local seguro”. Por isso, tem de “adaptar a sua organização curricular de forma a garantir uma abordagem adequada” da temática da violência e das suas causas, já que os “actos de violência física, ameaças, furtos, provocações e vandalismo em ambiente escolar começam a fazer parte do dia-a-dia de alunos e professores.



Publicado por marquesarede às 19:38
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007
Qualidade Escolar

  

Nos dias 3, 4 e 5 de Maio de 2007, os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE) vão realizar no Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, o IX Congresso Nacional subordinado à temática “Formação Contínua e Qualidade da Escola”.

Os Centros de Formação, com cerca de 15 anos de actividade, são reconhecidos pelo Ministério da Educação, pelas escolas, pelos professores e pelos demais actores educativos, como estruturas essenciais do sistema educativo. São, por ventura, das estruturas mais enraizadas nas comunidades locais e mais leves da administração pública, dado o reduzido número de pessoal permanente em funções. Tendo sido criados com o objectivo de organizar e promover a formação contínua de professores e de outros profissionais da educação, têm assumido funções diversificadas, desde a formação de pais ao trabalho em rede e ao apoio a projectos de inovação nacionais e internacionais. Destaca-se também o seu envolvimento na criação de Centros de Competência e de Centros de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (Novas Oportunidades).

Neste Congresso vão privilegiar-se os seguintes objectivos:

 

  • Reflectir sobre o trajecto da Formação Contínua;
  • Analisar criticamente as políticas de educação/formação ao longo da vida;
  • Analisar o impacto da formação na educação em geral e no ensino em particular;
  • Evidenciar diferentes olhares sobre o percurso formativo dos CFAE;
  • Reflectir sobre a profissionalidade docente numa escola com múltiplos desempenhos;
  • Construir respostas inovadoras que contribuam para o desenvolvimento educativo/ formativo das instituições e das pessoas;
  • Apresentar propostas de futuro para “um novo fôlego” na consolidação dos CFAE.

 

Como é óbvio, os destinatários principais serão os directores dos centros de formação, os membros das comissões pedagógicas, os assessores e formadores, os consultores de formação, os membros dos conselhos executivos e pedagógicos das escolas, os investigadores, os técnicos de educação, os autarcas, os avaliadores, o pessoal docente e não docente das escolas, avaliadores externos da formação e as estruturas nacionais e regionais do Ministério da Educação.

Ao longo de três dias, passarão pelo Auditório do Centro Cultural Vila Flor prestigiados especialistas e investigadores no domínio da educação em geral e da formação em particular. É o caso, entre outros, dos Professores Sérgio Machado dos Santos, Licínio Lima, João Formosinho Sanches, José Augusto Pacheco, Conceição Castro Ramos… Contamos também com a presença de membros do governo, que tutelam a área da Educação.

Os Centros de Formação, tendo subjacente à sua constituição os princípios da territorialização, do associativismo e da autonomia pedagógica, apesar das suas limitações funcionais, têm demonstrado a força das dinâmicas que representam enquanto associações de escolas. Em termos europeus, os CFAE são organizações inéditas, porque mais próximas das preocupações dos professores e das escolas. Tem sido sua missão primordial proporcionar aos professores uma formação contextualizada e vocacionada para o dotar de competências e de conhecimentos cabais, que lhes permitam encontrar resposta para a sua responsabilidade de ensinar aos alunos a aprender e a enfrentar as contradições na sociedade em que vivem.

 

Para localizar o local do Congresso no Wikimapia clique aqui .
 



Publicado por marquesarede às 11:09
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Vilolência

Um relatório da Assembleia da República sobre violência nas escolas recomenda a criação de uma "Comissão de Segurança" em cada estabelecimento de ensino, constituída por representantes de alunos, professores, pais, pessoal auxiliar e forças de segurança.

O documento, que será hoje apresentado na Comissão de Educação, Ciência e Cultura contém as conclusões de um grupo de trabalho sobre aquele fenómeno, apresentando recomendações e sugestões de iniciativas legislativas.

Ao nível da organização e funcionamento das escolas, o relatório recomenda ainda "mais autonomia" para as escolas e professores e a integração no projecto educativo das escolas de acções de prevenção de comportamentos de risco e mediação de conflitos.
 
Formação de mediação de conflitos para professores

Outra das propostas do documento, redigido pela deputada do PS Fernanda Asseiceira, prende-se com programas de formação para professores, que contribuam para o desenvolvimento de competências de gestão e mediação de conflitos, bem como estratégias preventivas de comportamentos de indisciplina e agressividade no contexto escolar.

Recomenda-se ainda o alargamento da utilização do cartão electrónico individual a todas as escolas, a implementação do livro de ponto electrónico e da ficha electrónica de ocorrências, "para que permita um conhecimento objectivo e rigoroso das várias situações que ocorrem em meio escolar".

Ao nível da relação com a comunidade, autarquias e ministério, o relatório sugere a articulação entre diferentes estruturas como Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, Comissões Municipais de Educação, Conselhos Locais de Acção Social e Conselhos Municipais de Segurança.

Quanto às agressões a professores, recomenda-se a sensibilização da comunidade educativa para proceder à sua comunicação ao Ministério Público e a consolidação "junto dos agentes educativos, do reconhecimento da agressão em contexto escolar como crime público".

Os perigos das novas tecnologias

O relatório alerta ainda para os perigos das novas tecnologias: "Hoje muitas crianças e jovens passam horas diante de consolas de vídeo, da televisão e agora também com os telemóveis ou na Internet. A violência que lhes está acessível está recheada de acções e de sensações".

Tendo em conta a defesa dos jovens face a conteúdos violentos ou pornográficos, acrescenta, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social e o Provedor do Telespectador deverão ter um papel importante.

Propostas legislativas

O documento, que será enviado ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ao ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, e à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, contém ainda um conjunto de propostas legislativas.

Recomenda-se ao Governo que legisle sobre a organização e gestão das escolas, ao nível da autonomia e das competências, e sobre o reforço da componente do acompanhamento psicológico e da orientação.

"Reforçar a instalação, aplicação e utilização dos meios electrónicos nas escolas, como forma de informação, comunicação e prevenção da segurança de pessoas e bens, com plena garantia dos direitos e liberdades dos vários agentes educativos", é uma das iniciativas legislativas propostas no documento.

Outra das medidas que o relatório recomenda ao Governo é a aposta "na requalificação de espaços e equipamentos escolares degradados, na construção de novo s que evidenciem requisitos promotores de ambientes seguros e estilos de vida saudáveis".

Quanto às escolas localizadas em contextos socio-económicos desfavorecidos e com maiores índices de insegurança, o relatório sugere condições de contratualização que permitam o devido apetrechamento de meios, equipamentos e recursos.



Publicado por marquesarede às 09:53
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007
E como vamos de TV???

Mais de três horas e meia de televisão por dia foi quanto os portugueses maiores de três anos viram, nos primeiros três meses de 2007, segundo dados da Marktest Audimetria/MediaMonitor. As crianças foram o grupo que menos televisão consumiu e os mais idosos os mais fortes consumidores, a fazer fé nas medições do audímetro. Comparativamente com o período homólogo de 2006, os indivíduos pertencentes aos grupos sociais mais pobres baixaram um pouco no tempo gasto com o pequeno ecrã. Em contrapartida, o segmento etário dos 25-34 anos foi aquele que, em igual período, maior subida registou.
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Publicado por marquesarede às 20:12
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Como vamos de leitura?
O número de leitores, em Portugal, cresceu 58% na última década, segundo dados da Marktest, apresentados hoje no Público. É verdade que, como escreve Inês Nadais, a jornalista autora da peça, a informação disponível não nos diz (ainda) o que se anda a ler - isso virá em dois estudos mais aprofundados que serão conhecidos até ao Verão - mas o facto, em si mesmo, já é positivo, num país sobre o qual se costma dizer que “lê pouco”. E lê. Basta dizer que - e passamos para a metade meio vazia do copo - ainda não vamos além dos 37 por cento. Uma minoria, portanto.
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[Critério utilizado pela Marktest: leitura de pelo menos um livro no mês anterior]


Publicado por marquesarede às 20:08
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CONGRESSO

III Congresso Infanto-Juvenil sobre Sustentabilidade

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O III Congresso Infanto-Juvenil sobre Sustentabilidade decorre no dia 25 de Maio de 2007 na Estação Agronómica Nacional (Oeiras), com o Alto Patrocínio Dra. Maria Cavaco Silva.

Depois da duas primeiras edições do Congresso Infanto-Juvenil sobre Sustentabilidade, este ano o trabalho com as crianças e jovens, à semelhança dos anos anteriores, incidirá de forma geral nas temáticas ambientais, e de modo particular, nas áreas da Cidadania e Tecnologias de Informação e Comunicação, integrando a Estratégia da CEE/ONU para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).

A inscrição é gratuita e podem inscrever-se jovens, pais e professores.

Os objectivos do encontro são:

- Contribuir para a implementação da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável

- Proporcionar uma percepção integrada dos problemas ambientais, fomentando atitudes e comportamentos favoráveis à promoção de um desenvolvimento sustentável

- Contribuir para a formação de cidadãos conscientes da gravidade e do carácter global dos desafios do desenvolvimento sustentável, sensibilizando-os para a participação na tomada de decisões adequadas

- Promover competências profissionais no âmbito da Educação Ambiental, contribuindo para a articulação de projectos inter-escolas em temáticas transversais

Os temas centrais do encontro são: 

  • Educação Ambiental e TIC
  • Saúde e Desporto
  • Cidadania e Direitos Humanos
  • Energias Renováveis

 



Publicado por marquesarede às 17:10
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IDEIAS QUE MUDAM O MUNDO

 

 

O projecto educativo da Bayer, «Ideias que Mudam o Mundo», entra na segunda edição com cerca de 15 mil alunos e 622 professores de 177 escolas, a nível nacional.
O desafio para 2007 tem como tema «Cidades Sustentáveis: Soluções Procuram-se!», sendo que o objectivo é que os jovens do 3º ciclo identifiquem um problema da cidade onde vivem e apresentem soluções científicas e/ou tecnológicas para torná-la sustentável.

Este projecto educativo propõe a reflexão sobre os avanços da ciência, e a forma como as aplicações nos diferentes domínios tecnológicos contribuem para fazer progredir o mundo e melhorar a vida de todos. Os temas centrais são: alimentação, ambiente, comunicação, desporto, espaço, habitação, saúde e transportes. Com esta base, os alunos criam uma infografia com memória descritiva, onde apresentam o problema da cidade e a solução encontrada.


Publicado por marquesarede às 17:07
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UM Computador por Criança

 

Marcelo Tosatti diz que há falta de interesse político
Marcelo Tosatti diz que há falta de interesse político
O brasileiro Marcelo Tosatti, um dos mentores do projecto One Laptop Per Child - Um Computador por Criança (OLPC), disse sexta-feira na Guarda que a medida poderia ser aplicada em Portugal caso o Governo tomasse uma decisão nesse sentido. "Qualquer país pode sair beneficiado [com a adesão ao projecto] e Portugal também", afirmou à Agência Lusa Marcelo Tosatti, engenheiro de software da empresa RedHat, dedicada ao projecto OLPC.

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Publicado por marquesarede às 12:20
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Domingo, 22 de Abril de 2007
DIA MUNDIAL DO PLANETA TERRA

Celebra-se hoje o Dia Mundial da Terra. Resultando da convocatória, em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, de um dia de protesto nacional contra a poluição, que se generalizou a outros países duas décadas depois, o Dia é um excelente pretexto para nos recordarmos dos seus problemas e das nossas responsabilidades.

E hoje o dia até convida a apreciar as naturezas do planeta.



Publicado por marquesarede às 11:41
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Sábado, 21 de Abril de 2007
A Escola e os blogs

Embora os blogues não tenham sido criados com o intuito de serem utilizados em contexto escolar, muitos professores, têm vindo a demonstrar um maior interesse pela sua integração nas práticas pedagógicas como um meio, novo, de ensino/aprendizagem.

 Dentro dos blogues escolares podemos encontrar blogues criados e dinamizados por professores e alunos de uma forma individual ou colectiva e blogues centrados em determinados conteúdos disciplinares e outros com carácter transversal. Existem ainda blogues que demonstram o trabalho realizado na escola, blogues com o formato de portfólio digital e blogues que pretendem representar na Web escolas, departamentos ou associações de estudantes (Gomes,Ana Rita 2005).

A exploração dos blogues em contexto educativo, ou mais especificamente em contexto escolar, permite o desenvolvimento da linguagem, do espírito crítico, da pesquisa e selecção de informação, de competências de utilização de ferramentas relacionadas com a web e de ferramentas de apoio à aprendizagem. Permite ainda uma interacção colaborativa entre os vários membros da comunidade educativa e estimula os seus participantes a reflectir.

Segundo (Gomes & Ana Rita, 2004), existem quatro vantagens da utilização de blogues em contexto escolar: ajuda os alunos a tornarem-se “peritos” nos conteúdos abordados pelos blogues; aumenta o interesse dos alunos e o seu sentimento de pertença em termos de aprendizagem; dá aos alunos oportunidades de participação; permite a abordagem de novas perspectivas, dentro e fora da sala de aula.



Publicado por marquesarede às 19:29
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A Escola e o consumismo

En France, les débats éducatifs sont trop souvent réduits aux débats sur l’école. Certes, notre histoire y invite : aucun pays plus que le nôtre ne s’est construit avec et sur son système scolaire. Et si nous ne restaurons pas l’espérance dans une institution aujourd’hui largement réduite à une gare de triage, nous devrons faire face, en même temps, à l’explosion de la jeunesse et à la dépression des professeurs. Quand le fatalisme triomphe et que le découragement s’impose chez ceux qui incarnent l’avenir, il y a de quoi (...)

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Publicado por marquesarede às 15:16
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
O calvário dos professores
Depois do pontapé vem o hematoma. A humilhação, a vergonha. O medo de outro pontapé. No último ano, foi assim 390 vezes. Menos uma, em que a mãe que agrediu a professora da filha foi presa. Nas outras, a autoridade dos professores não existiu. Mas devia. Para 94% dos portugueses devia. É isso que diz o barómetro DN/Marktest, em que 94% dos inquiridos dizem considerar que o governo deve reforçar a autoridade dos professores e conselhos directivos para fazer face à violência sobre os docentes.

O mau comportamento dentro da sala de aula é também uma preocupação dos inquiridos, que - quando questionados sobre a necessidade de existir um reforço da autoridade para fazer face à indisciplina dos alunos -, consideram (em 93,8% dos casos) que deve existir uma intervenção do Governo.

Homens (92,2%) e mulheres (95,3%) concordam nesta matéria, quer vivam na Grande Lisboa (95%) quer vivam no Grande Porto (95,6%), sejam da classe social mais alta (94,1%) ou da mais baixa (93,5%). Quando se analisa as idades dos inquiridos, é possível observar que entre os mais jovens - dos 18 aos 24 anos -, "só" 91,2% querem mais autoridade dos lado dos docentes, enquanto acima dos 55 anos, há 95,8% a querer mais poder para os professores. Com ligeiras variações, o mesmo se verifica quando a pergunta é: "Em sua opinião, o governo deve reforçar a autoridade dos professores e conselhos directivos escolares para fazer face à violência sobre os professores ou não?"

Ou seja, "a resolução destes problemas é um anseio da comunidade como é dos professores", diz João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação. "É preciso que haja uma alteração do estatuto do aluno para que se dê mais autoridade à palavra do professor e exista mais respeito por ele."

Para já, está previsto que as ofensas à integridade física de qualquer elemento da comunidade escolar passem a ser consideradas crime público (não dependente de queixa) agravado, punível até quatro anos de prisão. O Governo vai apresentar até 15 de Abril o projecto de Lei sobre Política Criminal, que deverá depois ser aprovado no Parlamento até 15 de Junho, entrando em vigor a 1 de Setembro.


Publicado por marquesarede às 10:40
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Jornada os Pais e a Escola
As I Jornadas Distritais "Os Pais e a Escola" realizam-se dia 19 de Maio, pelas 14.30 horas, na Sala Teatro, no edifício do Instituto Português da Juventude, Largo José Afonso, em Setúbal, organizadas pela FERSAP e COSAP.

O tema em discussão nestas Jornadas é: "A intervenção dos pais na gestão da escola". Serão debatidas a participação dos pais nos órgãos da escola - assembleia de escola, conselho pedagógico, conselho de turma - e as propostas de alteração ao Estatuto do Aluno, entre outros assuntos.

A entrada é livre.


Publicado por marquesarede às 09:55
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Bullying vs violência escolar.

 

Violência em Meio Escolar, com particular enfoque no bullying e no tempo de recreio, é o tema do Debate a realizar na Galeria Municipal do Montijo (Rua Almirante Cândido dos Reis n.º 12, junto à Praça da República), no próximo dia 28 de Abril pelas 14H30, numa organização da FERSAP e da CPCJ do Montijo, com o apoio da Câmara Municipal do Montijo.

Programa

I – VIOLÊNCIA – CONCEITOS FUNDAMENTAIS

- Direitos da Criança / Sistema nacional de promoção e protecção
Orador: Dr. Jorge Souto (Comissão Nacional da PCJR)

- A Violência contra Crianças, na Sociedade e na Família
Oradora: Dr.ª Perpétua de Jesus (CPCJ do Montijo)

II – INTERVENÇÃO NO MEIO ESCOLAR

- Violência entre pares / o tempo de recreio e o “Bullying”
Oradora: Dr.ª Amália Rebolo Marques (Mestre em Desenvolvimento da Criança, com a tese "Espaço de Jogo e Desenvolvimento da Criança. Estudo da Variação de Recreios Escolares e os Comportamentos Anti-Sociais em Crianças do 1.º Ciclo").

 

Encontro dirigido a: Pais e encarregados de educação; profissionais de
educação e saúde; autarcas, membros das CPCJ e Redes Sociais, forças de
segurança, movimento associativo e instituições de solidariedade social,
todos os cidadãos.

Entrada livre, sem inscrição prévia



Publicado por marquesarede às 09:46
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EDUCAR É DIFÍCIL

 

 Um casal foi condenado , dia 17 de Abril, pelo Tribunal do Entroncamento a penas de multas por terem dado umas bofetadas no filho de dez anos de idade, depois de terem recebido mais um recado da escola avisando-os de que o menor tinha faltado às aulas.

A queixa foi apresentada por um dos irmãos da criança. Multa de 250 dias à taxa diária de três euros (750 euros) para a mãe, multa de 250 dias à taxa diária de 3,5 euros para o pai (875 euros).

Foi esta a decisão da juíza do Tribunal do Entroncamento que julgou o casal residente em Atalaia, num julgamento pouco comum que opôs pais e filhos.

 

A Lei sempre foi e será arbitrária na medida em que dependerá sempre de critérios pessoais de quem tem o poder de julgar e interpretar e com isso sancionar de acordo com o seu entendimento pessoal.Há bem pouco tempo, um colectivo de juízes, recomendaram "as bofetadas" como uma forma de correctivo perfeitamente ajustável na forma como se devem educar as crianças.Entenda-se que umas bofetadas não são própriamente o mesmo que bater desalmadamente como fazem alguns pais.

Seria interessante que esta juiza tivesse a seu cargo durante uns tempos, o filho destes pais, que faltando consecutivamente ás aulas, se lhe augura um grande futuro, cuja responsabilidade sabemos agora também passa a ser da juíza que da educação tem um entendimento muito peculiar.

Coisas da justiça...

 


Publicado por marquesarede às 09:04
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007
A voz da APEE

Com data de 10 de Abril, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB 2,3 El-Rei D. Manuel I, de Alcochete, pela mão do Presidente Zeferino Boal,escreveu uma carta à ministra da Educação, cujo teor é o seguinte:

"Somos uma APEE cujas preocupações são semelhantes a outras que existem no país: actuar no âmbito da educação e com instrumentos adequados.
"Acompanhamos com a devida atenção, as promessas feitas no passado e no presente, pelos decisores e muitas delas não são convenientemente concluídas por imensas vicissitudes do processo, o que tem tido reflexos na formação dos jovens de ontem e nos de agora, provocando os atrasos sucessivos no desenvolvimento eficaz do País.
"Não é nossa pretensão abordar o tema de uma forma genérica, nem será certamente o meio adequado para o fazer; apenas pretendemos transmitir preocupações concretas.
"Fazemo-lo de uma forma responsável, depois de termos constatado que se esgotaram outros níveis de decisão; os mesmos que infelizmente e nalguns casos não compreendem qual o verdadeiro papel de uma APEE.
"A este propósito escusamo-nos de anexar documentação relevante porque consideramos ser dever da DREL informar a Senhora Ministra com total clareza e honestidade dos assuntos pendentes. O diálogo sincero, leal e construtivo com a DREL foi cortado a partir do momento que o seu responsável máximo ter entrado em incumprimento de promessas feitas em tempo oportuno e se a isto acrescentarmos, as respostas inqualificáveis que obtivemos estamos num beco sem saída.
"Sem mais delongas, enunciamos as nossas preocupações de uma forma sucinta:
"1. Estamos com 2/3 do ano lectivo percorrido e todas as soluções apresentadas para a escola possuir um apoio de psicólogo foram recusadas sem alternativa Quando nos referimos a esta competência, fazemo-lo nos diferentes patamares de intervenção que é sempre necessário. Procurámos encetar iniciativas com outras entidades externas à escola, as quais foram recusadas totalmente.
"2. No ano 2002, foram protocoladas intervenções que envolviam para além do pavilhão desportivo o arranjo dos espaços exteriores; no entanto, prossegue o incumprimento do protocolo.
"3. Fomos informados de que as obras a executar no refeitório estão adjudicadas no entanto, não há previsão para o seu começo, muito provavelmente não serão feitas no decorrer do ano de 2007.
"4. A escola não possui um posto de socorros minimamente eficaz. Nem sequer é possível entrar com uma maca no espaço existente. Se ocorrer uma situação mais gravosa, quem assumirá a responsabilidade? Da nossa parte saberemos de quem apresentaremos queixa.
"5. Estamos a seis meses do começo de um próximo ano lectivo. No final do ano transacto solicitámos à DREL que fossem assumidos compromissos que possibilitassem a construção de mais um bloco de salas de aulas, atendendo à ruptura de espaços que se previa ocorrer. Situação que foi ultrapassada, por não se ter atingido o limite, mas prevê-se que este ocorra no próximo ano lectivo. Preocupa-nos nada ser feito atempadamente.
"Estas são as situações que entendemos mais urgentes e que carecem de respostas eficazes para solucionar os constrangimentos até agora ocorridos ou que venham a acontecer a curto espaço de tempo.
"Estamos certos que esta carta merecerá a maior atenção da senhora Ministra que aproveitará a oportunidade para demonstrar que as suas palavras e promessas não são contrárias à prática que a educação e a escola precisa.
"Esta APEE já no passado deu mostras que não existem barreiras intransponíveis, mas também não tomaremos outras acções sem antes ouvir os argumentos dos primeiros responsáveis políticos pela educação no Pais.
"Com os nossos melhores cumprimentos e ficando na expectativa de uma breve resposta ao acima exposto, subscrevemo-nos",

O Presidente da Direcção
Zeferino Boal

 

Surtirá ou não efeito, eis a questão. Contudo outras lutas e reivindicações do passado recente deixam acalentar a esperança que as questões não vão caír em "saco rôto". Resta a expectativa de que o "bom senso" impere lá para os lados da 5 de Outubro, e a Sra Ministra da Educação, tome providências para que os problemas se resolvam, em prol de uma dignidade educacional exigível.



Publicado por marquesarede às 11:23
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007
O livro e a sua fonte de riqueza...

 

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A importância da educação é de tal ordem que agrega significado e valor à vida de todas as pessoas, sem discriminação. Constitui a base para a realização dos direitos a boas condições de saúde, liberdade, segurança, bem-estar econômico e participação em actividades sociais e políticas. A educação elimina a divisão entre direitos civis e políticos e apaga a divisão entre direitos econômicos, sociais e culturais.

Para balizar o caminho certo , no sentido de verdadeiramente alcançar este e outros direitos, constantes de tantas e tão importantes declarações, o Ministério da Educação deverá promover as suas metas com simplicidade e com prazo certo para alcançá-las. Elas determinam basicamente o aumento do acesso, a melhoria da qualidade e a democratização da educação de crianças e adultos, com aumento mundial previsível, de 50% nos níveis de alfabetização de adultos até 2015 (UNESCO, 2003, p. 13).

A alfabetização e a educação básica implicam obrigatoriamente o pleno domínio ao menos da leitura e da escrita, introduzindo grande parte da população mundial na cultura letrada. Por isso, não há educação sem livro e sem outras fontes de informações, já que hoje é melhor falar de alfabetizações, tamanha a multiplicidade de rostos do processo. Por conseguinte, da mesma forma que a educação como direito humano é uma base necessária à realização de outros direitos, o acesso ao livro é uma condição para que se efective a educação. Por outro lado, se não há educação sem livro, não há livro sem educação. Em outras palavras, sem se formarem leitores em escala planetária, por meio da educação para todos, o livro será uma realidade subestimada, cavando um fosso cada vez mais fundo entre os que têm e os que não têm acesso às informações, com funestas conseqüências para a paz. Nesse sentido, cabe lembrar que o livro - e em particular o livro texto - é uma raridade para quase um terço da população mundial, residente nos países de alto risco, onde as metas estabelecidas de Dacar apresentam grande dificuldade de cumprimento, caso não sejam envidados intensos esforços (UNESCO, 2003, p. 39 e ss.).

Hoje, a "Galáxia Gutenberg" não brilha sozinha e, por isso, não brilha como antes. De um lado, a multiplicidade de linguagens, como as electrônicas e visuais, tornaram o livro um entre outros meios de comunicação. Educar-se implica familiarizar-se com essa realidade multifacetada, significa empreender alfabetizações e desenvolver as capacidades para processos continuados de educação. De outro lado, na era do acesso Internet e na sociedade do consumo intenso e fugaz, o livro tornou-se em parte um produto superficial, um bem produzido e vendido por indústrias culturais planetárias, que trazem mensagens padronizadas e pasteurizadas para todos os povos.

Na verdade, o livro e outras formas de comunicação têm rostos e valores próprios, veiculam culturas específicas ou visões abrangentes. Com suas cores particulares, sob o manto da mundialização, os livros guardam o poder de invadir e estabelecer hegemonias.

Ao mesmo tempo, constrói-se a ponte entre o local e o global. O primeiro se revaloriza paradoxalmente, enquanto, entre os dois movimentos, a escola ganha importância crescente e tende a tornar-se locais privilegiado para gestão e avaliação do sistema de ensino. Com efeito, na escola, na biblioteca e fora delas, o livro tem papel básico. Avança e globaliza, mas também veicula a identidade local, regional e nacional: "Os livros resistem [à] [...] invasão de um estilo que não corresponde aos países nem às suas histórias" (Delich, 2003). Cabe então perguntar: quem são os inimigos do livro? A desvalorização da palavra e o fortalecimento do fetichismo dos gestos, o pragmatismo banalizado que se dispõe a eliminar todo debate de idéias e o pensamento único (Delich, 2003). Inimigos que resultam da negação dos direitos humanos, entre eles a educação.

O futuro do livro está na educação universal, e sua grande fonte situa-se na colecção ou biblioteca escolar, onde os nossos alunos podem aprender o gosto da leitura. Essa fonte, localizada na escola para todos e utilizada com competência, tem o poder de reduzir as diferenças entre os lares, no processo de democratização.

O gigantismo da tarefa envolve a interação da educação com o combate à pobreza. O avanço máximo da nova fronteira só se concretizará por meio da inclusão social, que implica o ingresso de grande parte da humanidade no pleno exercício dos direitos humanos, a começar pela educação. Desse modo, a educação e o livro para todos se configuram como missão de todos. Primordialmente de governos, mas com o activo envolvimento do governo,da sociedade civil, professores, pais, Isto é, de todos nós.



Publicado por marquesarede às 17:27
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Cresçer com a leitura

Instalación de Alicia Martín, Madrid octubre 2003

 

O ensino escolar é apenas um principio. Somente uma pessoa que aprende se encontra num determinado nivel de maturação neurológica; não só aquele que se inicia nos rudimentos de decifrar o texto, mas todos os que estão dispostos a manterem activos o seu exercício durante toda a vida, Um leitor desenvolto, é uma pessoa que pode confrontar-se com um texto em condições optimas de aproveitamento e velocidade, coisa que se obtém ao longo de anos de práctica.

Donde a importancia (nesta materia, como em outras tantas) de compartilhar a formação escolar com o seu meio ambiente. A criança que não cresce num ambiente de leitura em sua casa, dificilmente poderá alcançar plenamente as suas capacidades para saber tratar com os textos. Se por outro lado não usufruír de uma variedade suficiente ampla de tipos de obras, não aprenderá a exercitar os distintos niveis de acesso a informação escrita: a leitura profunda, a busca de um dado específico, a leitura na pesquisa de uma ideia...

Indubitávelmente: a riquesa em livros e em publicações, a abundância de leitura no meio familiar (ou na biblioteca pública), é a melhor garantia de um desenvolvimento pleno das capacidades de leitura dos jovens. A falta de hábitos e de ocasiões de leitura tornará muito difícil o pleno aproveitamento desses potenciais. E o jovem que não tenha esse potencial e o saiba desenvolver, estará muito mal preparado para a sociedade da informação.Tão simples quanto isto.

Poderemos interrogar-nos? Como conseguir um clima social que oriente esta prática tão importante? Não estão os meios de comunicação exarcebando a orientação relativamente aos elementos multimedia(imagem e som) desta sociedade de informação, com total esquecimento da prática de leitura?

Se as nossa taxas de leitores são tão baixas comparativamente com outros países não deveriamos fazer alguma coisa e rapidamente para nos equiparar?Não será isso fruto em parte da falta de um auténtico clima mediático que propicie e favorece tal causa?Que uma modernidade mal entendida não nos prive do necessário apoio nesta causa que preocupa não só os pais como aos professores , este é a meu vêr, um tema chave...

 



Publicado por marquesarede às 16:41
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007
Violências e a lei
Segurança O Governo aceitou tornar prioritária a investigação criminal dos casos de violência contra professores e pessoal médico, na sequência da proposta do Ministério Público de alteração à Lei criminal.

No final de uma reunião com o ministro da Justiça, Alberto Costa, em que esteve sob análise a proposta de Lei sobre política criminal, o Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, afirmou que as "várias alterações" propostas pelo Ministério Público (MP) "foram consagradas" no diploma do Governo.

"Houve várias alterações consagradas, de acordo com a proposta que o MP apresentou e que o ministro da Justiça entendeu por bem aceitar", afirmou Pinto Monteiro, antevendo que "se vai ter uma boa lei de política criminal".

O PGR escusou-se a divulgar a lista completa das propostas acolhidas pelo Executivo, mas adiantou que a violência contra os docentes e o pessoal médico estará entre as prioridades da investigação criminal, o que tinha sido já prometido às federações sindicais de professores.

Segundo Pinto Monteiro, grande parte das sugestões feitas pelo Conselho Superior do MP sobre política criminal vão estar consagradas na legislação, havendo "alguma redução [do número] de crimes prioritários", mas também "introdução de novos crimes prioritários" e reforço dos poderes do PGR.

De acordo com dados do Observatório da Segurança Escolar, no ano lectivo 2005/2006 registaram-se 390 agressões a professores nas escolas e suas imediações, o que dá uma média diária superior a dois casos, tendo em conta que há cerca de 180 dias de aulas por ano.

Lusa| 2007-04-10


Publicado por marquesarede às 08:40
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