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ALCOCHETADAS

Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.

ALCOCHETADAS

Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.

08
Jan07

WEBCAMS ou BigBrother


marquesarede

Knot2.0.png
“Dois menores espanhóis conseguiram introduzir-se nos computadores pessoais de colegas de escola e controlar as suas "webcams", usando as imagens recolhidas desta forma para os chantagear. A Polícia espanhola demorou mais de um ano para seguir o seu rasto pela Internet e deteve-os agora. O sofisticado procedimento incluía um vírus criado e concebido por um dos jovens. A Guardia Civil classificou o crime como "e-bulling" – bulling (violência de adolescentes sobre outros adolescentes) cometida através da Internet.

O fim do "arquitecto" informático do esquema, hoje com 17 anos acabados de fazer, terá começado a desenhar-se com um pequeno erro cometido por um "pirata" que, no Verão do ano passado, tentou roubar informação do sistema de uma conhecida empresa informática. Munidas apenas de um "knickname" (alcunha usada na Internet), as autoridades iniciaram um longo caminho até à localização física do seu detentor, dificultada pelo facto de o mesmo usar identidades roubadas a pessoas que nada tinham a ver com os crimes.

A detenção deste pirata em Madrid e a análise da informação recolhida encaminharam os agentes para o principal suspeito deste caso. O rapaz foi detido na própria casa, que foi revistada.

Na posse de todos os dados, foi possível perceber que os rapazes aproveitavam os contactos que mantinham pela Internet com colegas de vários estabelecimentos de ensino da sua área de residência, Alicante, para introduzir nos seus computadores um vírus indetectável, que eles próprios tinham criado. O vírus, do tipo "troiano", permitia aos intrusos aceder aos computadores e manipular as respectivas câmaras, capturando imagens dos colegas em situações comprometedoras. Ameaçando divulgar publicamente as imagens, os dois rapazes chantageavam as vítimas, exigindo-lhes determinadas quantias em dinheiro.

Cartões de crédito

O aprofundamento das investigações veio a revelar que os dois jovens participavam também na falsificação de cartões de créditos, recebendo por isso recompensas de dois adultos, que também foram detidos. Os números dos cartões eram obtidos na Internet.

Os conhecimentos informáticos dos menores eram ainda usados pelos adultos para fazer todo o tipo de compras, desde televisores a presuntos, até bilhetes de lotaria que depois eram revendidos. os dois homens terão ganho cerca de 60 mil euros. Os rapazes recebiam pequenas recompensas ("até 50 euros", segundo a Guardia Civil).”

Fonte: JN – António Soares
08
Jan07

LINGUAGENS E INTERNET


marquesarede

avatar2.gifA Internet trouxe uma nova forma de expressão e, com isso, os adolescentes criaram uma linguagem muito própria, repleta de abreviaturas, que alarma muitos pais. Encarregados de educação e professores dizem que os alunos já não distinguem quando devem ou não escrever assim, mas alguns profissionais de saúde discordam.
«Jovens sabem distinguir contextos»
De acordo com a Dr.ª Zulmira Correia, pedopsiquiatra no Hospital Maria Pia no Porto, «todos os miúdos procuram integrar-se em grupos. Uma das maneiras de se ser aceite é usar as mesmas marcas, a mesma linguagem e ir aos mesmos sítios». Este tipo de linguagem escrita é uma «linguagem de grupo».
Em relação às preocupações de muitos pais, a pedopsiquiatra sublinha que o importante é que «a Internet não seja um mero meio de entretenimento, e é nisso que se está a tornar».
Muitos adolescentes, em vez de socializarem com os colegas depois da escola, ligam-se à Internet mal chegam a casa e «teclam» com eles, o que é «muito prejudicial», pois estes jovens «não adquirem competências, que são essenciais», defende a médica.
No entanto, «para muitos pais é mais fácil deixar que os filhos passem horas no computador. Assim não os incomodam com perguntas, o que está errado. A tecnologia não é má, o que está errado é os pais privarem os filhos da interacção», explica Zulmira Correia.
Para a médica, a solução está numa boa relação dos pais com os filhos, em que «se esclareça os jovens e os pais saibam o que eles sabem e partilhem gostos e passatempos».
As escolas também têm de ter um papel preponderante, «fazendo questão que as crianças escrevam como deve ser, chamando-lhes a atenção para isso», defende a pedopsiquiatra. Os jovens «têm muita noção de onde estão e dos diferentes contextos».
Será que conseguem mesmo?
Inês, de 17 anos, partilha outra opinião. Contou ao PortugalDiário que «todas as pessoas com mais de doze anos escrevem assim». Como muitos dos seus amigos usavam esta linguagem, a jovem começou a fazer o mesmo. «No início era complicado escrever assim, mas depois habituamo-nos», conta.
Mesmo assim, a escrita não é uniforme e cada um acrescenta o seu estilo. «Cada um escreve à sua maneira, mas com algumas alterações. Uns acrescentam letras a mais, outros comem letras, outros usam só as consoantes. Esses, nem eu às vezes percebo!», diz.
Em relação à causa, não hesita em nomear a Internet. «Todos os meus amigos escrevem assim. A culpa é da Internet que foi influenciar a forma como escrevemos e até veio prejudicar».
«Já apanhei amigos meus a escreverem assim nos testes, ou em trabalhos. Eles quando escrevem já nem dão conta do erro e entregam assim», relata Inês.
06
Jan07

GESTÃO


marquesarede

2007 vai trazer muitas novidades no que à educação diz respeito. A principal será a entrada em vigor do novo ECD, embora outras venham a estar sobre a mesa. Uma delas, e pela qual tenho grande curiosidade em saber o que vai acontecer, tem a ver com a gestão escolar. Será que a velha pretensão de colocar gestores profissionais à frente das escolas básicas e secundárias vai vingar? Será que em vez destes avançarão os professores com formação específica em Administração Educativa? No caso de não haver docentes disponíveis num dado estabelecimento de ensino, abrir-se-á um concurso público para candidatos, do corpo docente ou não, mas só para os que tenham formação específica na área? Ou, pelo contrário, manter-se-á o modelo actual? Se assim for, poderão candidatar-se professores não titulares? Num ano em que muitos Conselhos Executivos cessam os seus mandatos aguarda-se com natural expectativa o que a tutela irá decidir.
06
Jan07

INFRAESTRUTURAS ESCOLARES


marquesarede

an22.gifSe a instituição escolar na sua totalidade tem por fim a aprendizagem da humanidade pelo homem, é evidente que o sistema pedagógico deveria ter um valor formativo. A pedagogia não se exerce somente na classe, pelo ministério do professor. Deveria exercer-se por toda a parte, de tal maneira que as crianças a respirassem no ambiente de suas próprias vidas. Deveria ser introduzida pela persuasão de todos os sentidos conjugados. Tal como a vida religiosa tem por cenário o conjunto arquitectónico da catedral, assim a vida intelectual deveria beneficiar-se do espaço destinado ao ensino. Nada demonstra melhor a inconsciência Portuguesa dos problemas essenciais ligados ao ensino do que a pobreza das construções escolares. Parece que, através dos séculos, os responsáveis pela política cultural só se preocuparam em mandar construir escolas-quartel, colégios-caserna ou universidades-formigueiro, como se a sociedade fosse perfeitamente indiferente ao conteúdo. O estabelecimento escolar é apenas uma oficina ou uma indústria para fabricar diplomados em qualquer coisa. Basta dar carta branca a arquitectos e engenheiros para criar, a custo baixo e segundo normas racionais, edifícios eficientes com resultados absolutamente positivos para os estudantes, alcançando-se assim um rendimento máximo e desejável.
03
Jan07

PETIÇÃO


marquesarede

CONTRA A IMPLEMENTAÇÃO DA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA TLEBS (TERMINOLOGIA LINGUÍSTICA PARA OS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO)

Ao abrigo do disposto nos Artigos n.ºs 52º da Constituição da República Portuguesa, 247º a 249º do Regimento da Assembleia da República, 1º nº. 1, 2º n.º 1, 4º, 5º 6º e seguintes, da Lei que regula o exercício do Direito de Petição

Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Exmo. Senhor Primeiro-Ministro de Portugal
Exma. Senhora Ministra da Educação

Excelências,

Os abaixo assinados pedem a imediata suspensão da implementação da experiência pedagógica TLEBS - Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, porque entendem que:

- A TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) veio propor toda uma nova terminologia para a Gramática Portuguesa, em moldes experimentais. A experiência visa avaliar a adequação científica e pedagógica dos novos termos e definições linguísticas propostas, usando para tal os alunos como campo de experiência. A TLEBS faz dos alunos dos Ensinos Básico e Secundário cobaias de validação de teorias linguísticas consideradas desajustadas por muitos especialistas em Educação e em Língua e Literatura Portuguesas.

- A TLEBS, definida na Portaria n.º 1488/2004, de 24 de Dezembro, como “experiência pedagógica” foi este ano lectivo de 2006/2007 alargada a todas as escolas do Ensino Básico e secundário - Portaria n.º 1147/2005 de 8 de Novembro.

- Os alunos abrangidos pela “experiência pedagógica” TLEBS são:
Em 2006/2007 – os alunos do 3º, 5º, 7º, 9º e 12º anos de escolaridade, a nível nacional.
Em 2007/2008 – todos os níveis de escolaridade, do 1º ao 12º ano, ou seja, todas as crianças e jovens portugueses em idade escolar.

- Os pais e encarregados de educação não foram chamados a dar a sua autorização para que os seus filhos e educandos integrassem a experiência TLEBS. O Estado Português fez uso abusivo da autorização implícita inerente à frequência da Escolaridade Obrigatória.

- O Estado Português permitiu-se introduzir na Escolaridade Obrigatória conteúdos experimentais não validados ou em fase de validação.

- O Ministério da Educação afirma que a TLEBS não é um conteúdo programático. Contudo os alunos estão a ser avaliados na disciplina de Língua Portuguesa / Português pelo conhecimento que têm da TLEBS, no respeitante ao funcionamento da Língua. Por Lei, apenas os conteúdos programáticos podem ser sujeitos a avaliação.

- A TLEBS confunde métodos experimentais de ensino com conteúdos experimentais.

- O esforço de aprendizagem que é exigido aos alunos pode ser inconsequente: o Ministério da Educação já admitiu parar ou rever o processo no final deste ano lectivo.

- Vários responsáveis do Ministério da Educação já afirmaram publicamente que a TLEBS não é para ser aplicada aos alunos, sendo dirigida apenas aos professores. É do conhecimento geral que inúmeros testes de Português efectuados neste início de ano lectivo nos anos abrangidos, continham perguntas de avaliação – qualitativa e quantitativa – sobre a TLEBS.

- Uma das linguistas responsáveis pela TLEBS, a Professora Catedrática Maria Helena Mira Mateus, afirmou à Antena 2, em entrevista transmitida no programa Um Certo Olhar, haver termos na TLEBS com os quais “não concorda muito”. A gravação áudio da entrevista está disponível nos arquivos da Rádio Difusão Portuguesa e também em http://www.goear.com/listen.php?v=992ab36 e em http://www.bolt.com/contratlebs/music/TLEBSEntrevista_Maria_Hel/2773513

- A Associação de Professores de Português é a entidade responsável pela formação de professores no âmbito da TLEBS, acreditada enquanto tal pelo Ministério da Educação.

- A Associação de Professores de Português, apesar de ser a favor da TLEBS, “não sabe ainda se esta terminologia é a terminologia de que o sistema educativo tem necessidade” e manifestou-se publicamente contra o alargamento da experiência pedagógica a toda a população escolar: “não se pode testar uma vacina da gripe inoculando toda a população”, foram palavras do seu Presidente.

- A formação de professores ainda está em curso. A nova TLEBS está a ser ministrada aos alunos sem que tivesse sido completada a formação dos professores. Os professores estão a ensinar o que ainda não sabem.
A Associação de Professores de Português está com dificuldades em conseguir dar formação a todos os professores, atempadamente.

- Os alunos de 12º ano, depois de 11 anos a aprenderem Gramática Portuguesa fazendo uso da terminologia tradicional, vão ser avaliados, já este ano, pelo conhecimento que têm da Gramática Portuguesa segundo a nova TLEBS. Os exames de 12º ditam o acesso à Universidade. Há um futuro em jogo. Há um passado de estudo, esforço e trabalho que é deitado ao lixo.

- Ninguém parece saber verdadeiramente o que é a TLEBS.
E no entanto…
Os alunos são obrigados a aprender a TLEBS e estão a ser avaliados pelo que sabem da TLEBS;
Os professores não têm uma posição comum e há situações reportadas de professores que declaram, em sala de aula, não concordar com a terminologia proposta pela TLEBS;
O Ministério da Educação age como se o problema não existisse.
Não é desta maneira que se fomenta o gosto pela leitura e pela Língua Portuguesa, razão de ser do Plano Nacional de Leitura, em vigor.

VIVE-SE O CAOS NO PROCESSO TLEBS.

No meio deste caos estão as crianças e jovens deste país. Ou seja, o futuro de Portugal.

Pelo atrás exposto e enquanto cidadãos de Portugal, pais e/ou encarregados de educação, responsáveis pela educação dos nossos filhos e educandos, dizemos: BASTA!

Exigimos do Estado Português:

a) A suspensão imediata da implementação da experiência pedagógica TLEBS e da legislação que lhe deu origem e a regula: Portarias n.º 1488/2004, de 24 de Dezembro e n.º 1147/2005, de 8 de Novembro e demais legislação aplicável;

b) Um Ensino de qualidade, científica e pedagogicamente válido e validado;

c) O fim das experiências pedagógicas não autorizadas em crianças.


Com os melhores cumprimentos,

Os Signatários ...................................................................................................................................................................
alojada no site http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs/tlebs-6.html
03
Jan07

Saber usar


marquesarede

VRcomputer_126.jpgConsolas de jogos, leitores de mp3, IPod, telemóvel e até passar horas a trabalhar ao computador causam cada vez mais lesões. Cuide-se!

O Pai Natal trouxe-lhe um iPod, a Nintendo Wii ou o último modelo de telemóvel? Tenha cuidado com o que ganhou, porque pode tornar-se uma dolorosa realidade. Polegares doridos, cotovelos inflamados e ombros rígidos são algumas das lesões dos músculos e do esqueleto ligadas ao uso excessivo de jogos e gadgets.

"Este é um problema de grande dimensão, cada vez mais pessoas estão a usar gadgets", disse William Lenihan, do Centro Osteopático para o Alívio da Dor de Singapura. "As lesões causadas por movimentos repetitivos são, a longo prazo, prejudiciais para todo o corpo. Quando se tem uma lesão destas, é difícil tratá-la. O segredo é saber parar."

Há alguns anos, as lesões causadas por movimento repetitivos só afectavam quem trabalhava com computadores ou martelos pneumáticos, pessoas que passavam horas a repetir movimentos. Apesar de a maioria dos utilizadores de tecnologias de informação não terem essas lesões, há cada vez mais pessoas afectadas, até crianças. "Estão a usar-se os computadores para mais tarefas, e também aumentou o uso das comunicações móveis, jogos e leitores de mp3."

Também parece que os gadgets têm o potencial de se tornarem mais perigosos do que outras tecnologias.

À medida que os telemóveis se tornam mais pequenos, os seus teclados diminuem e exigem movimentos dos dedos mais precisos. Alguns utilizadores de leitores de áudio portátil iPod, da Apple, também se queixam do movimento intensivo do polegar, refere a revista de tecnologias britânica on-line Bit-tech.

"Os hospitais têm registado um aumento destas lesões do polegar devido ao uso de gadgets e telemóveis, sobretudo por causa do envio de mensagens de texto", disse Er Beng Siong, da Associação de Fisioterapia de Singapura. "É uma doença dos tempos modernos."

As consolas de jogos também contribuem. Estar sentado horas no sofá, agarrado a um joystick e em frente ao televisor é a forma ideal de relaxar para muita gente, mas pode fazer mal. Daisuke Ito, do Centro de Cirurgia Plástica Ortopédica Senzoku (Tóquio), que trata destas lesões, diz que deverão aumentar. "É possível tratar a tenossinovite [inflamação de um tendão e da sua bainha sinovial] com anti-inflamatórios. Mas o melhor tratamento é parar de jogar."

As consolas vêm com avisos relacionados com a saúde. No site da Wii os utilizadores são aconselhados a fazer pausas a cada 15 minutos. E no manual da PlayStation, da Sony, é-lhes pedido que façam pausas e tenham cuidado com a postura enquanto jogam. Alguns especialistas dizem que a moderação ou uma postura apropriada são essenciais para que os presentes tecnológicos não se tornem dolorosos. O mesmo é válido para quem trabalha com computadores oito horas por dia.
03
Jan07

ESCOLA EM CASA


marquesarede

O projecto "Escola em Casa" pretende estimular o diálogo familiar e dar qualidade à conversa entre pais e filhos. Este projecto - pioneiro em Portugal - está a ganhar um interesse crescente, quer das escolas quer até das autarquias, empenhadas em dar apoio a famílias desestruturadas.

"Com este projecto, conseguimos que os pais conversassem mais com os filhos, nem que fosse enquanto cortavam hortaliça ou davam banho aos irmãos". Para os professores da Escola Básica 2/3 Acácio de Azevedo, em Oliveira do Bairro, o projecto "Escola em Casa" - que tem à sua frente Júlio Pedrosa, presidente do Conselho Nacional de Educação - está a dar os resultados previstos - o alheamento dos pais face à escola está a diminuir. E mais: em casa, pais e filhos conversam mais, não apenas sobre o dia-a-dia, mas sobre muitas coisas da vida.

"As famílias de hoje têm pouco tempo para estarem em casa e manterem conversas de outra natureza, fora do registo do 'como te correram as coisas na escola?'". Foi deste pressuposto, aliado aos fracos resultados nas escolas detectados pelos estudos internacionais, que Júlio Pedrosa e uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro partiram para criar o projecto "Escola em Casa".

"O nosso primeiro objectivo foi tentar interessar famílias de alunos dos 4.º, 5.º e 6.º anos de escolaridade por actividades que estimulassem a conversa entre pais e filhos", revelou. Para tanto, os investigadores criaram guiões, com textos, seguidos de perguntas, que os miúdos levariam para casa para responderem com os pais. Os textos levavam as famílias a reflectirem sobre si mesmas, sobre a sociedade em que estavam inseridas e sobre um tema muito específico a água.

O projecto - cujos objectivos granjearam o interesse e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian - arrancou no passado ano lectivo, em 11 escolas, envolvendo 600 crianças e respectivas famílias. Todos os dias, durante uma escassa meia hora, as famílias falavam sobre os temas abordados nos guiões e respondiam às questões propostas.

"As famílias, mesmo as desestruturadas, aderiram ao projecto e demonstraram interesse. E até houve autarquias que viram ali uma forma de dar mais apoio social", revelou ao JN Júlio Pedrosa. Nas escolas envolvidas, os professores mostram-se satisfeitos com os resultados alcançados.

"Com o projecto, tivemos mais pais a virem à escola e, em casa, a darem mais atenção aos filhos, falando sobre coisas de que nunca tinham falado em conjunto", disse Conceição Sousa, presidente do Conselho Executivo.

Os professores acreditam que, este ano lectivo, com a proposta de colocar as famílias a falar sobre os seus antepassados, o projecto vai dar ainda mais frutos ao fazer as famílias recordarem os seus tempos de infância e os seus ascendentes.

Onde nasceu o projecto e o que visa?

O projecto "Escola em Casa" nasceu na Universidade de Aveiro, onde é acompanhado por uma equipa de investigadores liderada por Júlio Pedrosa, presidente do Conselho Nacional de Educação. Visa, sobretudo, estimular o diálogo entre pais e filhos, envolvendo mais os encarregados de educação na vida escolar.

Como se desenvolve o projecto?

Nas escolas aderentes, o projecto inicia-se com uma reunião com os pais, que são elucidados sobre o objectivo do trabalho e a forma como se desenrola, sendo convidados a dar a sua colaboração. Mais tarde, ao longo de um mês, os alunos levam para casa quatro guiões. Cada um apresenta um conjunto de textos e actividades breves. Cada guião deve ser respondido ao longo de uma semana, obrigando pais e filhos a despenderem cerca de meia hora por dia.

Fernando Basto, Nuno Alegria
JN - 11.12.06

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