Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.
Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006
BLOGUE-SE
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Sete motivos para um professor criar um blog


A intenção é trazer para cá algumas das ideias
que a gente vê perdidas pelo mundo — real ou virtual
(Blog de Nelson Vasconcelos)

Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que elas abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog.

Mas o que vem a ser isso? Trata-se de um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interacção, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado. Comparando-se com um fórum, a discussão, no blog, fica mais centrada nos tópicos sugeridos por quem gerencia a página e, nele, é visualmente mais fácil ir incluindo novos temas de discussão com frequência para serem comentados.

Esse género foi rapidamente assimilado por jovens e adultos do mundo inteiro, em versões pessoais ou profissionais. A novidade é tão recente; e o sucesso, tamanho, que em sete anos, desde o início de sua existência, em 1999, o motor de busca Google passou a indicar 114 milhões de referências quando se solicita a pesquisa pelo termo “blog”.

No mundo académico, por sua vez, esse conceito ainda é praticamente desconhecido. O banco de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não apresenta nenhuma referência sobre o tema e, mesmo em buscas internacionais, são pouquíssimos os trabalhos a respeito do que se pode fazer com um blog nas escolas. Todas as referências encontradas estão no rodapé deste artigo.

Não é por acaso que tantos jovens e adultos começaram a se divertir publicando suas reflexões e sua rotina e que tantos profissionais, como jornalistas e professores, começaram a entrar em contacto com seu público e seus alunos usando esse meio de comunicação. No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e não é porque a academia ainda não disse ao professor que ele pode usar um blog que essa forma de comunicação deve ser deixada de lado. Com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.

1- É divertido

É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma actividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reacção de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem quotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens seleccionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.

2- Aproximar professor e alunos

Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar ideias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

3- Permite reflectir sobre suas colocações

O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de reflectir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reacção de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade fabulosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polémica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a reflectir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.

4- Liga o professor ao mundo

Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

5- Amplia a aula

Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6- Permite trocar experiências com colegas

Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

7- Torna o trabalho visível

Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo?

Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!



Referências bibliográficas:

DICKINSON, Guy. Weblogs: can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005.

KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e géneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.


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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006
FUTURO EM RISCO?
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Acredito que uma sociedade organizada é a resposta à crescente importância da educação para o crescimento económico e o desenvolvimento social. Economias abertas, políticas democráticas e governos descentralizados estão impondo novos desafios às escolas e exigindo que elas produzam uma força de trabalho flexível, fomentem mudanças tecnológicas, preparem as pessoas para cidadania democrática e expandam as oportunidades sociais. As Associações de Pais dentro das Escolas é também uma das formas de colaborar para a elevação da qualidade e da equidade da educação, mediante promoção e debates de melhores políticas educacionais. Os três objectivos intermediários que as Associações de Pais poderão ter, são:
1. Fortalecer o apoio público e privado para as reformas educacionais;
2. Fortalecer a organização dos segmentos dos sectores públicos e privados para trabalhar para a melhoria da educação;
3. Identificar e disseminar as melhores políticas e melhores práticas educacionais.

Um grupo de trabalho ( Programa de promoção de reforma educativa na América Latina e Caribe - PREAL) foi formado para examinar o estado da educação e apresentar suas observações e recomendações . Um relatório técnico foi elaborado para orientar a formulação e discussão das políticas Educacionais na América Latina e Caribe. Os membros deste grupo de trabalho estavam particularmente interessados em atingir as lideranças de fora do sector educacional, cujo apoio seria crucial para promover mudanças institucionais fundamentais na educação. O grupo de Trabalho procurou promover consenso entre os diversos segmentos da Escola, com relação à necessidade de realização de reformas fundamentais na educação e criar novas alianças para apoiar essas reformas. Os Diversos segmentos necessitam ampliarem a “frente” para a reforma da educação mediante envolvimento de todos os segmentos da Escola e fora dela. Buscar identificar novas formas de abordagem para as políticas educacionais dentro desta Escola e monitorar estas para ser uma escola de referência e qualidade. Para isto as Associações de Pais que devem fazer parte das Escolas precisam ouvir todos os segmentos. As propostas e recomendações para atingirmos as metas que devem pautarem sobre estes pilares segundo o Relatório do PREAL.
1. Estabelecer padrões para o sistema educacional e medir o progresso na sua implantação;
2. Dar a comunidade o maior controle sobre a educação - maior responsabilidade por ela;
3. Fortalecer a profissão do professor , reformulando a formação e tornando o professor mais responsável perante a comunidade local e discutir se for o caso, melhores salários para os mesmos;
4. Investir mais por aluno no Ensino básico e secundário.
Este chamado a Acção em conjunto; Professores e aos Pais deve ser considerado muito relevante junto aos professores e sem a atenção e o apoio dos professores, não faz sentido pensar em reforma educacional . É essencial que os senhores professores se envolvem com mais profundidade na educação junto com os Pais. Isso significa trabalhar com os líderes da comunidade, empresários, os professores, os Pais e a comunidade escolar, para exigir a excelência do sistema educacional e contribuir com muito esforço e entusiasmo pessoal para consegui-la.
Estas reformas se bem sucedidas devem atender aos seguintes requisitos:
1. Ênfase na inserção bem sucedida do indivíduo na sociedade e da sociedade no mundo juntamente com avaliações do professor e do aluno.
2. Um salto na produtividade do sector educacional, corrigindo os principais factores de ineficiência;
3. Elaboração de projectos, testes e disseminação de experiências institucionais e pedagógicos geralmente por Entidades privilegiando aquelas sem fins lucrativos, buscando melhorar a relação custo/ benefício da educação com recursos economizados mediante implementação das medidas acima;
4. Aumento dos recursos para a educação com base nas medidas acima, iria melhorar o custo relativo e a equidade na educação.


Publicado por marquesarede às 00:31
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O BULLYING
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Bullying é qualquer comportamento que visa causar sofrimento a outro de forma deliberada e constantemente e onde a vítima tenha dificuldade em se defender. Em geral, podemos identificar 3 tipos de bullying: o físico (ex. bater, chutar, roubar), o verbal (ex. acicatar, ridicularizar, usar termos racistas) e o indirecto (ex. espalhar boatos de forma maliciosa, excluir alguém do grupo social). Algumas vezes é uma só pessoa que pratica o bullying outras vezes é um grupo. A coisa mais importante não é a acção em si mas o efeito causado na vítima. Nunca se deve subestimar o medo que sente uma criança atingida.
Em geral, são os pais e/ou membros da família que identificam os sintomas de bullying primeiro, embora os professores ou o médico da criança também podem suspeitar que a criança está sendo vítima desse abuso. Os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça, dor de estômago, ansiedade e irritabilidade e a falta de vontade ou recusa de ir para a escola. Se você suspeitar que seu (sua) filho(a) está sendo vítima de bullying, confie na sua intuição e procure o director de turma ou alguém do conselho executivo imediatamente, especialmente se o comportamento de seu(sua) filho(a) em casa mudou de forma abrupta. Em outros países do mundo, o bullying é reconhecido como um comportamento abusivo e sua prevenção e punição são tratadas de forma específica na legislação. As autoridades educacionais ainda têm dificuldade em admitir que o bullying aconteça nas nossas escolas e a maioria dos órgãos reguladores internos das escolas (conselho pedagógico) não tratam do assunto. Assim, como pais devemos insistir que o assunto seja discutido abertamente e que os alunos e professores saibam o que é, como prevenir e acabar com ele. Para ajudar livrar as nossas escolas desse comportamento temos que trabalhar em conjunto para tornar nossas escolas locais mais seguros e felizes.
Geralmente, os jovens vítimas do bullying são impotentes para se defender, sentem-se frustrados, com medo e confusos. Não conseguem se concentrar nos estudos e alguns fingem estar doentes ou acabam cabulando aula, de tanto medo que sentem. Em casos extremos podem se suicidar. A vítima perde a confiança em si mesmo e a falta de auto-estima pode provocar consequências que lhe afectam pelo resto da vida. É fundamental que cada criança e jovem entenda como suas acções possam afectar profundamente a vida de outros. Tanto em casa, quanto na escola, o desenvolvimento de uma consciência social e moral deve ser estimulado para evitar que surja esse tipo de comportamento.
Muitas vezes os pais não percebem quando seu próprio filho(a) está agindo como um bully. Não fique com vergonha, tente acabar com esse comportamento através de acções positivas, avise que esse comportamento é inaceitável e causa sofrimento a outras crianças, mostre para seu filho que ele pode interagir com os outros sem a necessidade de ser um bully. Explique que não é pela agressão ou pela força que irá conseguir o que quer e elogie seu filho quando se mostra cooperativo ou simpático com os outros.
É natural que os familiares das vítimas do bullying sintam raiva e frustração, mas o sentimento de raiva algumas vezes acaba provocando acções que podem piorar a situação em vez de melhorá-lo. Evidentemente, os bullies merecem ser punidos, mas a punição por se só não resolve o problema. Se não for apoiada com outras acções, vai servir apenas para empurrá-lo à clandestinidade. Os pais, as famílias, os professores e alunos devem se sentir à vontade para falar e trabalhar em conjunto para que todos possam entender como os outros se sentem. O que deve fazer, se alguém na sua família está, ou suspeita que esteja sofrendo esse abuso na escola? Primeiro, deve agir imediatamente, é preciso falar com o professor, director de turma, conselho executivo. Se não concordar com as medidas tomadas pela escola, não desista, existem outras fontes de apoio. Entre em contacto com os representantes dos pais do Conselho de Escola ou da Associação de Pais. Se não ajudam entre em contacto com a própria autoridade (DREL ou mesmo até o M.Educação).
O apoio e a compreensão encontradas em casa são fundamentais para ajudar a vítima lidar com o problema – deve se fazer de tudo para ajudar as crianças e jovens aumentarem sua auto-estima. E não esqueça que as crianças e os jovens que presenciam ou tomam conhecimento de casos de bullying podem não saber que atitude tomar ou se precisam contar a alguém, portanto avise-os que devem contar a alguém da família ou um professor de confiança assim que souberem de algum caso. Se alguém da sua família for vítima do bullying lembre-se que ele precisa saber que isso não é culpa dele e que ele não tem que enfrentar o bullying sozinho(a).


Publicado por marquesarede às 00:26
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Domingo, 22 de Outubro de 2006
Tarefas difíceis...
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Fizeram greves e manifestações, mas ainda há coisas que os professores gostariam de dizer e não o fazem por questões de educação. A edição de Novembro da revista das Selecções do Reader¿s Digest publica uma sondagem que divulga o que os docentes gostariam de dizer aos pais dos alunos.
Foram apresentadas 12 afirmações e os professores tinham que escolher uma delas. 86% dos docentes disseram que gostariam de dizer aos pais dos seus alunos: «Nos meus tempos de estudante, quando chumbava a culpa era minha, não era dos professores. O seu filho tem de trabalhar mais»
«Os pais muitas vezes atribuem o insucesso dos seus filhos apenas a factores externos [...] e consideram que se o aluno não fez o trabalho de casa, a culpa é do professor porque não avisou diariamente que o aluno não o fazia», disse Ana Isabel Santos, professora de Português, Latim e Religião.
80% gostariam de dizer: «Ajudar o seu filho nos trabalhos de casa é muito diferente de mostrar-lhe como é que se copia tudo da Internet»
«Copiar não é aprender. Dessa forma, o processo de assimilação das aprendizagens não se concretiza», afirmou Andreia Ferreira, professora de Inglês e Alemão.
74% gostariam de dizer: «O seu filho precisa de descontrair depois das aulas. Não faz mal nenhum ver um bocado de televisão»
«Existem alunos muito responsáveis e exigentes que por vezes se tornam muito ansiosos e nervosos. Acontece frequentemente com alunos que querem entrar na universidade em cursos que exigem médias elevadas, como Medicina. Noutras situações, talvez a maioria, temos que dizer o contrário», disse Catarina Gião, professora de Físico-Química e Religião.
74% dos professores gostariam de dizer: «Não acredito que fale com o seu filho; 15 minutos por dia bastariam»
«Muitos pais não o fazem ou fazem-no mal, ou seja, em vez de conversar, discutem. Uma coisa é trocar ideias e estar a par sem se meter na vida do filho, outra é bombardeá-lo com perguntas», afirmou Maria do Céu Tarouca, professora de Inglês e Alemão.
68% dos professores gostariam de dizer: «Porque terei de abdicar do meu tempo livre, quando os pais nem se dão ao trabalho de aparecer?»
«É um problema complicado. Os filhos muitas vezes também não gostam que os pais vão à escola. Os pais acham que têm que ir falar de coisas de que não entendem nada ou que têm que apresentar queixas», observou Luís Ribeiro, reformado do ensino secundário e actualmente professor numa escola de música.
66% dos professores gostariam de dizer: «Está muito iludido sobre as reais capacidades do seu filho»
«Não há alunos iguais e, apesar das expectativas que os pais possam gerar face aos seus filhos, há que, num acompanhamento contínuo, incutir-lhes a consciencialização da realidade», afirmou Nuno Teodósio, professor de Português.
56% dos professores gostariam de dizer: «É intolerável ter de andar tanto tempo atrás do seu filho para que ele entregue os trabalhos. Isso devia ser tarefa sua»
55% dos professores gostariam de dizer: «Por favor, diga ao seu filho para se lavar antes de vir para a escola»
«Como já passei pela situação de ter de tirar piolhos a uma aluna numa escola nas imediações de Lisboa, sei bem o que isto pode significar. Por vezes, é necessário dizer coisas difíceis aos pais, pois alguns não compreendem outra linguagem», explicou Maria do Céu Tarouca.
38% dos professores gostariam de dizer: «Estou a gostar muito das suas redacções, mas o seu filho é que devia escrevê-las»
«Ajudar os jovens nos seus trabalhos de casa não significa fazê-los por eles. Ao fazer isso, estamos simplesmente a infantilizá-los e a impedi-los de crescer, que é a melhor forma de aprender», disse Vítor Oliveira.
A sondagem foi realizada pela Aximage através de entrevistas telefónicas a 287 docentes de duas escolas secundárias de Lisboa e duas do Porto. O trabalho de campo decorreu entre os dias 26 e 29 de Setembro de 2006.


Publicado por marquesarede às 00:53
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006
sinais dos tempos...

Um computador é capaz de armazenar em sua memória, todo conhecimento da humanidade, e desse modo, pode transmitir às futuras gerações, tudo que está lá guardado, e tudo isso, sem a interferência do ser humano. A partir do momento que os educadores se tornam meros transmissores do conhecimento, seu maior rival sem dúvida será uma máquina dessas e não os outros professores. A máquina tem algumas vantagens sobre o professor.


Esta pode trabalhar muitas horas por dia, todos os dias da semana e feriados, sem reclamar de cansaço, sem folgas, sem reivindicar nada para si. Em segundos será capaz de absorver as últimas novidades e descobertas científicas, sem a necessidade de participar de caros congressos de actualização, sem necessidade de reciclar-se profissionalmente para exercer novos cargos, sem a necessidade de aposentar-se por tempo de serviço. Não precisa de tempo algum para se preparar para mais um dia de trabalho, basta que apertem um botão e ele já está pronto, como se fosse seu primeiro dia naquela ocupação. Para a escola será muito mais vantajoso, e então o que será feito do educador formado na arte de transmitir conhecimentos, que é o modelo tradicional que conhecemos hoje?

Podemos observar como nos sentimos importantes quando nos identificamos com alguma coisa grande. Pode ser uma instituição poderosa, alguém influente, uma ideia defendida por muitos, um produto da moda. Ao nos identificarmos com alguma ideia, ideologia, estilo de vida, ou o que seja, estamos na verdade fugindo da nossa realidade em busca de um mundo de sonhos, estamos renunciando aquilo que somos e criando um personagem que gostaríamos de ser, uma situação irreal que passamos a perseguir para fugir da feiura que julgamos ser nossa existência. O certo é que nunca encontraremos um modelo ideal, uma vez que perseguimos sempre os objectivos que os outros nos apontam, que até pode servir para eles, mas logo se revelam ou inatingíveis ou não adequados para nós.


Ser educado para nós é a adquirir conhecimentos, e mais algumas regras de como devemos nos comportar no trato diário como as pessoas. Isso para nós é suficiente, uma vez que nos torna aptos a exercer um cargo no mercado de trabalho, e ter suficiência para que os outros entendem o que falamos, e nós também sejamos capazes de entender o que dizem. Estamos mecanicamente seguindo as normas que dizem como devemos nos relacionar com as pessoas, em nosso trabalho e quotidiano, sempre respeitando às diversas hierarquias, interesses nossos, e da corporação que representamos. Estabelece-se assim um convívio irreal entre pessoas e facções, onde a tolerância é apenas um jogo cenográfico onde todos representam, e onde a relação só é possível porque existem os interesses materiais de cada uma das partes.

Num cenário assim, não precisamos nos envolver com ninguém, apenas fingirmos algum interesse por um período de tempo relativamente curto, conforme o padrão estabelecido pelo meio social ou corporativo, com suas normas e convenções. E isso, pela própria natureza da coisa, se torna uma prática artificial, é como se estivéssemos representando um papel. As regras se prestam a guiar nossos passos, orientando como devemos agir e nos comportar nas mais diversas situações do nosso dia a dia. Assim, é necessário apenas que saibamos fingir um pouco, e já saberemos como nos relacionar com as pessoas. O artificialismo é permitido, pois ninguém está interessado em relações duradouras, apenas o tempo suficiente para conseguir seus objectivos. Por isso mesmo valorizamos tanto a aparência das coisas, isso é essencial quando queremos causar boa impressão, mesmo que a realidade nunca seja aquela demonstrada. Criamos a aparência ideal porque todos fazem a mesma coisa, e assim nos relacionamos com imagens ideais, fantasias criadas com o único propósito de esconder do mundo aquilo que somos de verdade.

A cortesia nas relações se torna então uma mera representação teatral, uma formalidade calculada, sem emotividade alguma, uma forma padrão de comportamento, que pode ser devidamente ajustada para se adequar a qualquer situação. Embora artificial, tal comportamento é aceito por todos, e caso não existisse, poderia até causar mais confusão e desordem em nosso mundo. Assim, o fingimento é necessário para por ordem em nossas relações, e para a correcta organização das nossas instituições. Desse modo podemos afirmar que a mentira se torna uma habilidade necessária ao correcto funcionamento da sociedade como hoje a conhecemos. Mentimos porque queremos agradar, queremos agradar porque temos interesses pessoais envolvidos, e todos fazem a mesma coisa, logo, nossas verdades se tornam grandes mentiras, um mundo absolutamente falso, onde nada é o que aparenta ser.

Eis o modelo de mundo que nossos filhos herdarão, pessoas que agem e se relacionam de forma mecânica, como a seguir uma programação. Autómatos repetindo frases e comportamentos padronizados para cada situação do dia a dia, um ser artificial, vivendo superficialmente, sem sentimento algum, onde o desejo de ser importante é sua obsessão, como uma máquina seguindo o padrão operacional que um operador escolhe, conforme a necessidade do dia na linha de produção.

Ao agir como uma máquina que apenas repete padrões de comportamento, rapidamente o homem perde seus valores humanos e simplesmente se deixa levar pelas influências do mundo à sua volta. Suas ideias e objectivos, os outros determinam, assim como os meios necessários para que ele seja capaz de alcançar cada uma dessas coisas. Os meios de consumos e os senhores que cuidam do seu modo de pensar e agir, dirão a que horas deverão dormir e acordar, o que deverão comer e vestir em cada ocasião, quais suas obrigações com trabalho, família e amigos. Dirão até como eles devem se relacionar com os filhos e esposa ou marido. Um objecto controlável de acordo com as conveniências das facções e vertentes, encarregadas de controlar a vontade e o querer humano. Cria-se assim o ser humano objecto, completamente controlável, Absolutamente a mercê dos meios dominantes, que se encarregarão de direccionar cada ser de acordo com sua proposta de momento, conforme seus interesses. Controlam seus sentimentos, seus sonhos, suas crenças, pelo domínio do medo. É como a criança obediente que recebe presentes por bom comportamento, mas sabe que se não seguir as regras será castigada.

Assim, podem fazer o homem rir e chorar, podem torná-lo dócil ou hostil, podem torná-lo emotivo ou insensível, podem transformá-lo numa máquina de matar e destruir ou de construir coisas fantásticas. Dotados de uma crueldade sem par, os senhores do controle do homem, percebendo que estes careciam de algum conforto além do material, criaram para eles, a ideia de paraísos além da vida, uma forma conveniente de aquietá-los em suas tentativas de insurreições contra a miséria onde viviam. Assim o conformismo se torna aceitável a até uma prática instituída e aperfeiçoada ao longo do tempo pelas correntes sectárias.

Por que deve o homem aceitar seu destino de sofrimentos e angústias, seu eterno vazio interior carente de respostas coerentes, respostas que digam exactamente qual o seu verdadeiro papel nesse mundo, não o papel que as instituições criaram para cada um, mas o verdadeiro propósito da vida humana? Como nos impressionam as grandes fachadas das modernas instituições, com seus mármores e a espectacular plasticidade de suas formas, com sua limpeza e belos jardins, com seus funcionários bem vestidos e sempre sorridentes, com sua ostentação de poder e longevidade. Isso nos impressiona porque também desejamos o mesmo para nós, fomos programados para pensar assim, para viver assim, apenas nunca nos ensinaram com lidar com o fracasso, como devemos nos comportar se não conseguirmos. Um ser homem verdadeiramente humano, ainda está por surgir, mas nunca antes que esteja consciente daquilo que actualmente é, e de como o meio social controlador de seus destinos, vontades e sentimentos, é o verdadeiro responsável por toda miséria e caos que vive a humanidade.

Cada criança tem tendências, aptidões, e dificuldades peculiares, que podemos chamar de um perfil personalizado, e outras até podem ter um perfil semelhante, mas nunca igual. Compreender essa regra básica capacita o pai ou educador a iniciar seu aprendizado no relacionamento com a mesma. Na verdade, não precisaríamos de modelos institucionais que nos ensinassem como ser virtuosos ou éticos, pois sendo sensatos, saberíamos como tratar a todos da forma adequada, pois receberiam de nós, aquilo que gostaríamos de receber deles. Se desejamos para nossos filhos uma nova realidade diferente dessa, urge conhecermos nossas fraquezas e acomodações pessoais, nossos medos que nos obrigam a seguir padrões, e apenas assim seremos livres para criar indivíduos livres, indivíduos que saberão pensar por si mesmos, e não de conformidade com os ideais de uma máquina criada para dizer como devemos pensar, e no que devemos pensar.






Autora: Ester Cartago


Publicado por marquesarede às 21:17
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Recepção à comunidade educativa.

Dias 23/10 e 24/10 – Visitas guiadas ao Museu e Biblioteca (manhã e tarde)
Dia 25/10, às 16H30 no Fórum de Alcochete – Apresentação de todas as ofertas e recursos culturais e educativos do Concelho a todos os DT’s - participação da Câmara.
Dia 28/10, às 10H00 – Percurso ambiental com observação das aves.15H30 – Inauguração do Pavilhão e assinatura do protocolo (por convite) a partir das 18H00 no Fórum.18H00 – Palestra sobre «Diferenciação Pedagógica» (Prof. Sérgio Nisa). Homenagem a todos os professores e funcionários que se aposentaram .Moscatel de honra, seguido de entrega de lembranças.

O Programa «ESCOLHAS» tem a parceria com a CERCIMA(Entidade coordenadora),a CMALCOCHETE e a ADS(Associação Desportiva Samouquense).Este projecto prevê uma
Psicóloga a tempo inteiro e a nossa escola ficou com as seguintes actividades:
Criação de uma carrinha Lúdica e Criação de um diário de bordo


Publicado por marquesarede às 20:43
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A escola de hoje deve procurar organizar no seu Projecto Político Pedagógico, a intenção de desenvolver o currículo de forma integrada, de maneira que os conteúdos, mesmo que ainda organizados em disciplinas, sejam abordados por temas nas diversas disciplinas, as quais por sua vez, mantêm-se articuladas com a intenção de que o conhecimento construído pelos educandos venha a ajudá-los na análise, interpretação, compreensão e problematização dos fatos e dos fenómenos da realidade complexa em que vivem.


Os conteúdos específicos referentes a cada disciplina são considerados como formas de se desenvolver, nos educandos, competências e habilidades que são desenvolvidas e consolidadas, por processos de ensino-aprendizagem caracterizados pelo diálogo entre temas e conteúdos de uma mesma disciplina, assim como entre as diversas disciplinas entre si.

Actualmente, vivemos numa sociedade que é caracterizada por sua complexidade, e a escola é o local onde os fenómenos sociais e as diversas maneiras e concepções de vida social são trabalhados, analisados e discutidos nas diferentes disciplinas. Desse modo, o educador se vê diante de diferentes desafios, entre os quais, o de encontrar o meio termo entre o desafio à lógica disciplinar e a sistematização dos conteúdos. É necessário o diálogo entre as disciplinas, na construção dessa realidade.

A interdisciplinaridade deve reconhecer o domínio de cada área. Ela deve propiciar as condições necessárias para a coexistência de um diálogo entre as disciplinas. Tem a finalidade de estabelecer uma relação que leve o educando a compreender, processar, pensar, criticar e incorporar os diferentes conteúdos e as ligações entre as disciplinas, permitindo-lhe uma construção coerente e lógica dos conhecimentos adquiridos nas diferentes áreas.

O currículo da escola, deve trabalhar em prol da formação de identidades abertas à esta pluralidade cultural, desafiadoras de preconceitos, numa perspectiva de educação para a cidadania, para a paz, para a ética nas relações interpessoais, para a crítica às desigualdades sociais e culturais.

Para dar conta da formação do cidadão do século XXI, a escola deve estar comprometida em propiciar, através de diversas linguagens, a construção do saber, do conhecimento, preparando o educando para a transformação do mundo. Pela convivência com as diversas manifestações culturais, impregnadas de crenças, costumes e valores, espera-se que cada indivíduo passe a reconhecer e respeitar o direito do outro à diversidade. É necessário que o educador reconheça que a humanidade caracteriza-se pela produção da linguagem como sistema simbólico, que torna possível a construção de referências culturais, o desenvolvimento cognitivo e a formação e circulação de valores; que as diversas formas de expressão dos educandos devem ser respeitadas, em função da sua história de vida.

É necessário que o educador perceba os educandos como cidadãos de hoje, indivíduos que participam em um mundo social, do qual a escola representa apenas uma de suas instâncias. Isso envolve respeitar suas experiências de vida, sua linguagem e seus valores culturais, pois não existem conhecimentos que sejam melhores ou mais legítimos do que outros. Não cabe à escola, desqualificar ou ignorar essas experiências, e sim tentar incorporá-las, a fim de que o educando perceba uma articulação da vida social com seu quotidiano. Ao dar liberdade de expressão aos educandos, a escola permite que estes sejam encorajados a actuar criticamente em outras instâncias do mundo social.

A postura ética e crítica do indivíduo abarca a assimilação e reconstrução dos conceitos, da cultura e do conhecimento público da comunidade social no qual o educando está inserido. A escola deve desenvolver no educando a capacidade de expressar e comunicar suas ideias, participar e interpretar as produções culturais, intervir pelo uso do pensamento lógico, da criatividade e da análise crítica. Este processo é viabilizado pelas disciplinas que propiciam ao educando o seu crescimento como cidadão consciente e crítico, como inserção social, política e compromisso histórico, além do exercício quotidiano dos seus direitos, deveres, atitudes, condutas, como uma atitude de respeito às diversidades e autoconfiança.


Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel


Publicado por marquesarede às 20:22
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Pensamentos pessoais
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A inteligência nasce no silêncio. Nossa sociedade mudou, temos uma inversão de papeis e valores, mais informação do que podemos absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico foi grande, a família mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram....Tanta mudança gera confusão e expectativas.
Buscando proteger os filhos das mudanças, os pais estão oferecendo protecção excessiva, ao invés de desenvolver as capacidades dos filhos para que eles vençam na sociedade. A família está perdida e acaba achando que a escola é que tem que educar seus filhos. A família é responsável pela educação e a escola, pela formação de habilidades para competências na vida adulta.
Neste contexto, o melhor que podemos fazer por nossos filhos é sermos consistentes na sua formação desde bem pequenos, a frustração, o não dito com firmeza, as tarefas diárias, o dinheiro regulado, o tempo bem distribuído, entre outros limites, favorecem a consciencialização cidadã. Mas nada disto terá qualquer significado se não for mediado pelo exemplo dos adultos; nossos filhos são frutos do meio, porém é na relação familiar que os verdadeiros valores se formam e se consolidam. De nada adianta os pais darem limites, como assistir à TV só em determinadas horas, proibir certos tipos de música, cobrar respeito ao próximo, exigir que não falem palavrão, se eles burlam as leis e os valores morais e adoptam a postura: "faça o que eu falo, mais não faça o que eu faço". Suas atitudes valem mais que mil palavras. Busque acções simples e concretas que possam ajudar seu filho a assumir responsabilidades de forma coesa e correcta, como por exemplo: peça a seu filho, principalmente os menores, para que o ajude com os afazeres (guardar os brinquedos, limpar a mesa ou guardar a roupa limpa), comente com eles os programas e musicas actuais, coloque-o a par da realidade financeira da família. A criança que aprende ter responsabilidades desde de pequena, sai melhor na escola e na vida!
Lembre-se: "a palavra convence, o exemplo arrasta". Seja um modelo a ser seguido, que lê, acha a aprendizagem emocionante, gosta de resolver problemas, tentar coisas novas e que respeita a si mesmo, o outro e as regras da sociedade.
Na relação com a escola, esteja seguro da escolha que fez e dê espaço para a escola trabalhar. Demonstre respeito tanto pelo sistema escolar quanto pelo professor. As acusações verbais contra a escola podem engendrar em seu filho sentimentos contrários à escola e dar a ele um pretexto para não se esforçar. Mesmo quando não estiver de acordo com uma política da escola, é seu papel estimulá-lo a obedecer às regras da escola, assim como precisará obedecer às regras mais amplas da sociedade. Caso esteja descontente com a escola, procure o responsável e converse com ele.
Como pais, não questionamos o pediatra, o dentista, no máximo sugerimos, mas na escola nos achamos no direito de dar palpites de determinar acções, de corrigir a metodologia ou a proposta educacional. Será que, nós pais, somos os especialistas nesta área? Quando a criança entra na escola, ela começa a aprender a enfrentar a vida por conta própria. E, se os pais insistem em intervir nesse processo, só um sai perdendo: a criança ou o adolescente. Quase todos os pais têm a "mania" de perguntar aos filhos como foi o dia na escola. Isto é positivo, ajuda-o a sentir que a escola é importante para a família, porém, quando isto se torno uma cobrança, onde o filho é obrigado a falar sobre a escola, se transforma em um desrespeito. É preciso que os pais entendam que a escola é o primeiro lugar onde os seus filhos têm controle sobre uma situação que eles (pais) não têm. É o primeiro sentimento de privacidade! E é preciso que os pais respeitem isto. A criança não querer comentar sobre a escola, não significa que não goste da escola.

Na escola, seu filho deverá compreender que os deveres de casa, os trabalhos escolares e as notas são questões estritamente entre ele e seus professores, que deverão estabelecer as metas para atingir um melhor aproveitamento escolar. Seu filho deve sentir-se responsável pelo êxito e pelos fracassos na escola. Muitas vezes por ansiedade ou por necessidade de controlo, invadimos o espaço escolar, a intenção sempre é a melhor, porém corremos o risco de passar a mensagem errada, assumindo a responsabilidade de estudar no lugar de nossos filhos. Os pais que se sentem responsáveis pelo aproveitamento escolar de seus filhos abrem a porta para que seu filho passe a responsabilidade disto para eles, os pais. Isto é muito comum na hora do "Para Casa", a cena é: pais cobrando e filhos enrolando. Não se torne o responsável pelo dever de casa. De autonomia para seu filho e também demonstre que confia em sua capacidade. Já pensou ao invés de cobrar o dever de casa, perguntar a que horas ele irá fazer e se irá precisar de algo específico para as actividades. Isto é ser parceiro no processo e não o dono do processo.

Assumir a responsabilidade pelos deveres de casa ajuda as crianças a crescerem e se tornarem adultos responsáveis que cumprem suas promessas, respeitam seus limites e triunfam em suas tarefas. Um dos principais objectivos do dever de casa é ensinar a seu filho como trabalhar por conta própria. Por outro lado, não se esqueça é muito importante que ele perceba sua atenção aos deveres de casa e também às actividades diárias da escola. Só não se esqueça de respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, cada um tem o seu ritmo e o seu tempo, não dá para ficar comparando, mesmo que o seu filho e o filho do vizinho tenham a mesma idade e estudem na mesma escola.
A boa colheita depende da sementeira. Tudo que aqui disse, precisa ter como pano de fundo, uma escolha consciente pela escola para seus filhos. Hoje existem inúmeras propostas e metodologias, cabe a cada família buscar aquela que melhor ira complementar a formação que deseja para seus filhos. Gostaria apenas de ressaltar ainda, a escolha da escola para os pequenos, na educação infantil, a criança não vai para escola só para brincar, a educação infantil é a base para a vida escolar; de 0 a 6 anos aprendemos comportamentos que iremos precisar para a vida inteira, é também o período que temos a maior capacidade de absorver informações. Assim escolher uma escola neste período requer muita seriedade e comprometimento. As formas de ensinar são lúdicas (brincadeiras muitas vezes) mais a intencionalidade é que faz toda a diferença.
Para terminar, como educador e como pai, deixo algumas sugestões:
Trabalhe junto com a escola. Escola e família têm papéis diferentes, mas um objectivo comum. Respeite o espaça de cada um.
Pergunte sempre a seu filho, como foi o dia na escola, mas não cobre uma resposta. Respeite sua privacidade.
Compreenda que a responsabilidade das tarefas de casas é do seu filho. Seja parceiro quando necessário, mas não assuma a responsabilidade. Permita que ele arque com as consequências. Ah! Lembre-se que não é objectivo de um bom dever de casa, para manter seu filho ocupado, assim não deve ser em excesso.
Estimule-o a pensar por si só. Deixe que ele resolva os seus problemas, busque alternativas, ache soluções.
Não torne o horário de estudos uma batalha, negocie e estabeleça metas. Cobre os resultados.
Preocupe-se menos com a nota e mais com a aprendizagem.
Confie na escola e caso tenha dúvidas resolva-as com a escola e não com outros pais ou com seus filhos.
Escolha bem a escola que irá matricular seus filhos, visite-a e conheça seu Projecto Pedagógico, após a escolha acredite em sua proposta e aceite sua forma de trabalhar.
Ao ir ao shopping, visite também as livrarias com o seu filho.
Lembre-se: "a palavra convence, mas o exemplo arrasta" Seus comentários e principalmente suas acções influenciam directamente na vida escolar de seus filhos.


Publicado por marquesarede às 20:19
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