Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.
Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006
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Comentários: realidade cruel
… Olá Bloguista. . Informações Úteis às Pessoas das CLASSES SOCIAIS Média, Média-Alta, Alta e Ricos . Alunos do Secundário e alunos Universitários. . . Sabiam que: . . *** EM CADA DOIS (2) ALUNOS UNIVERSITÁRIOS UM (1) NÃO ACABARÁ O CURSO !?!?!?!?!?!?!?!?! . . Nota: Em ENGENHARIA É MUITO PIOR. Em cada quatro (4) alunos universitários três (3) não acabarão o Curso !?!?!?!?!?!?!?!?! . . Ou seja. Dos alunos que entram nas Universidades e Politécnicos (Públicas ou Privadas) cinquenta por cento (50%) – não chega – a acabar o curso. A maior parte desiste nos 3 primeiros anos do Curso. . No total Duzentos e Vinte e Cinco Mil (225.000) alunos não terminarão o Curso. Logo Dinheiro do Estado e dinheiro das Famílias deitados ao lixo todos os anos (Mais de Quatro Mil e Quinhentos Milhões (4.500.000.000) de Euros anuais). . . Nota Importante: Não se preocupem com os Pobres. Porquê?!?! Porque nas Universidades e Politécnicos (Públicos e Privados) há: . - Um por Cento (1%) de Pobres; . - Sete por Cento (7%) de Classe Média-BAIXA. . - Noventa e Dois por Cento (92%) de Classes Média, Média-Alta, Alta e Ricos. E SÃO ESTES QUE SÃO BURLADOS!!! Abram os Olhos! . . . *** Um Curso de cinco (5) anos é feito, em média, em oito (8) ou nove (9) anos! . . ? NÃO SE ACREDITAM NESTAS INFORMAÇÕES?: . Perguntem às Associações de Estudantes, aos Administradores dos Serviços de Acção Social, aos Reitores e aos Presidentes das Universidades e Institutos Politécnicos, tanto Públicos como Não-Públicos. Aos Políticos não vale a pena perguntarem! . . SOLUÇÕES SIMPLES: . i -- Fechem todas as Universidades e Institutos Politécnicos durante cinco (5) anos e ABRAM ESCOLAS SECUNDÁRIAS TÉCNICO PROFISSIONAIS COM ACESSO À UNIVERSIDADE.; . In “Livro aconselhado às Escolas Técnico Profissionais com acesso ao Ensino Superior”, http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_12.html#893945 . . E/OU ENTÃO, . ii -- AUMENTEM AS PROPINAS, anualmente, para CINCO (5) VEZES o SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL (nos Institutos Politécnicos Públicos e nas Universidades Públicas). . Prova dos Nove contra os Aldrabões e Aldrabonas e a sua “Ladainha dos Pobrezinhos”: . Ver: “Alunos COM POSSES têm mais hipóteses no ENSINO (superior) PÚ-BLI-CO”, http://jn.sapo.pt/2004/08/22/sociedade/ha_portugal_cultura_facilitismo.html . . PROPOSTA DE MELHORIA: . Que a maior parte dos COLÉGIOS deixe de ministrar o Ensino GERAL (+/- igual a Palha com notas inflacionadas) e passe a ministrar o Ensino TÉCNICO-PROFISSIONAL. Com acesso ao Ensino Superior. É lógico! . . OFERTA PELA DIVULGAÇÃO DESTE DOCUMENTO: . TODOS os Alunos PODEM E - DEVEM – Candidatar-se / Concorrer TODOS os anos à BOLSA DE ESTUDO nas Universidades e Institutos Politécnicos (Públicos e Não Públicos): . "Oh ALUNOS Portugueses III" - SUBSÍDIO ESCOLAR e BOLSA DE ESTUDO , 30 Abril de 2004 em http://eunaodesisto.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_04.html#128423 . . ÚLTIMA HORA (14.2.2006): Teve que ser a Comissão Europeia a Abrir os Olhos!! . “A Comissão Europeia lançou hoje um conjunto de recomendações para a promoção do papel da ESCOLA NA CRIAÇÃO DE UMA CULTURA MAIS EMPRESARIAL nas sociedades europeias, DESDE A PRIMÁRIA ATÉ ao ensino superior.” . “Bruxelas recomenda a criação de mini-empresas de alunos” . in “Escolas europeias instadas a promover cultura empresarial”, http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1247722 . . José da Silva Maurício Enviado por CONSTRUAM ESCOLAS TÉCNICO PROFISSIONAIS e fechem as Universidades e Politécnicos durante 5 anos; em fevereiro 20, 2006 08:48 PM


Publicado por marquesarede às 23:29
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2006
realidade cruel
Pais deixam filhos sem comer
2006/02/20 | 16:20 || Cláudia Lima da Costa
Negligência no cuidado das crianças atravessa todas as classes sociais. Vão para a escola sem dormir e sem pequeno-almoço. Em casa, ficam entregues aos irmãos de tenra idade


As crianças negligenciadas em Portugal chegaram a mais de quatro mil em 2004. As negligências atingem todas as classes sociais. Não só nas mais pobres onde existem factores de risco, como o alcoolismo e a violência doméstica, mas também nas classes médias e altas. O PortugalDiário falou com a presidente de uma comissão e conta-lhe alguns casos.
«Há pouco tempo tivemos um caso de um pai viúvo, de um estrato muito elevado, que deixava os seus três filhos pequenos irem para a escola sem pequeno-almoço. Além disso, não levavam lanche para o meio da manhã, nem dinheiro. O almoço era umas sandes e não tinham horas para jantar ou para dormir», contou Paula Carqueja da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em risco do Porto Ocidental.
A responsável explicou que as mesmas crianças iam para a escola dias seguidos com o mesmo vestuário, apresentavam sinais de não ter dormido e começaram a mostrar sinais de que não eram «cuidadas» em casa. A escola foi a entidade que começou a notar as negligências e a alteração de comportamento nos menores. A comissão foi alertada e agora acompanha o caso. «Estavam entregues a eles próprios».
Já na classe média os casos estão normalmente relacionados com a má gestão financeira das famílias. «Existem algum dinheiro, no entanto, é gasto no início do mês. Aí os pais compram os pequenos-almoços nos cafés e dão as guloseimas aos filhos. Quando o dinheiro começa a faltar há crianças que passam a ter apenas o leite da escola como alimento», contou.
«Por vezes não há dinheiro para as necessidades básicas, mas os pais acabam por aceder aos desejos consumistas dos mais novos. Tive um pai nestas condições que comprou umas sapatilhas de 100 euros para a filha», salientou Paula Carqueja.
Mas a negligência não passa só pela alimentação e má gestão de recursos financeiros. «Quando fazemos visitas domiciliárias é frequente encontrarmos crianças de 10 anos a tomarem conta de bebés de um ou dois anos. As fraldas estão mal postas e por vezes os mais velhos deixam cair os bebés», exemplificou.
A paternidade precoce potencia também em alguns casos a negligência. Paula Carqueja, explica como por vezes é difícil proteger os mais novos quando a proximidade de idades entre pais e filhos fazem com que tenham as mesmas vontades.
Pais de trinta e pouco anos com filhos na casa dos 15 anos têm por vezes os mesmos desejos. «Querem ambos sair à noite, fumam a mesma quantidade de cigarros e bebem as mesmas quantidades de álcool. A estrutura familiar por vezes já não existe e é difícil implantá-la nos mais novos».


Publicado por marquesarede às 20:33
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2006
(Sur)realista 3

christoff1.jpg


Como podem verificar, hoje resolvi expor todas as situações que se têm passado na escola, escarrapachadas no nosso Blog, também, para que os pais comecem a pensar que na realidade quando a Associação de Pais pede apoio a todos os Encarregados de Educação, tem algum sentido, pois a maioria de vós não tem minimamente consciência da quantidade de situações (umas mais graves que outras) que se passam diariamente na escola dos nossos filhos.


Felizmente, ainda existem bons profissionais que conseguem dar a volta a muitas questões e resolverem-nas da melhor forma, são aqueles professores que nasceram para o serem e como se costuma dizer na gíria popular vestem a camisola pela sua causa, mas por outro lado também existem as «chamadas ovelhas negras», que unicamente olham para os seus umbigos e são completamente incompetentes chegando mesmo a tangenciar o limiar da loucura.


Lamentavelmente vou relatar outra situação desta vez com uma turma do 6.º ano, a qual já tem um historial desde o 5.º ano, porque era uma turma de crianças bastante rebeldes, de tal forma que este ano a turma foi dividida, mas não ficaram com a mesma Directora de Turma, que já conhecia bem os alunos e o seu historial passando a ter como Director de Turma um professor completamente execrável e que tem no seu currículo uma quantidade razoável de processos disciplinares e de queixas, mas continua impunemente a leccionar.


Ora depois, de já terem existido vários conflitos entre os pais dos alunos e o Director de Turma um dos Encarregados de Educação resolveu promover uma reunião de todos os pais da turma e ontem aconteceu o seguinte que passo a transcrever o documento dos Pais enviado ao Conselho Executivo, (obviamente omitindo os nomes das pessoas em questão)


.


«A aluna foi portadora de quatro cartas para  os pais dos colegas, dos quais não tínhamos as respectivas moradas, não conseguimos ver o crime cometido para ter que ser chamado o Conselho Executivo  à sala de aula, ficando expresso nesta atitude uma evidente má fé no tratamento do tema e uma comprovada perseguição à respectiva criança.


Aceitamos como é óbvio a chamada de atenção do local e do  momento para a sua distribuição, apesar da Aluna não ter qualquer conhecimento do conteúdo das referidas cartas.


Aqui  assumimos como encarregados de educação toda  responsabilidade neste tema, continuando a reafirmar que não conseguimos encontrar a necessidade para tanto exagero.


Estranhamos que um professor e adulto permita que cartas dirigidas a Encarregados de Educação sejam violadas na sala de aula sendo cúmplice de tão grotesca atitude, mais grave ainda que permita, solicite e autorize a leitura da mesma, por pelo menos um aluno da turma, interrompendo inclusive o que estava a fazer mais concretamente a leitura de um texto por uma aluna.


Sobre a distribuição das mesmas cartas  pensamos que devemos denunciar a todos  os Pais o comprovado sofrimento e incompetência de que os nossos filhos estão a ser vítimas por esta  estranha criatura  que actua com a cobertura do Conselho Executivo depois de todas as violências que tem cometido, como é do vosso conhecimento.


Não sabemos como querem qualificar tão miserável  atitude? Mais miserável ainda que na aula da tarde exerça represálias  sobre a aluna com atitudes indignas e ameaças  do trato mínimo de pessoas civilizadas e normais.


Mais triste e ridículo que seja mentiroso e tente colocar em cheque os alunos em situação de tensão, sendo lastimável não ser  a primeira vez que o faz, mas tristemente  ninguém responsabiliza e denuncia este perturbado professor.


Parabéns ao Conselho Executivo que desde o início do Ano Lectivo, que conhecia o curriculum desta personagem deformada e Parabéns ao Senhor professor que conseguiu colocar a nossa filha no centro de saúde com uma crise nervosa e em verdadeiro estado de choque e a afirmar que nunca mais quer ir à escola,  foi medicada com calmantes, somente  encontramos uma definição, criminoso.


Para além de tudo encontramos uma definição também miserável, escolheram covardemente a vítima e lastimavelmente atacaram a filha, quando o vosso objectivo era o Pai.


Atitudes de fracos e miseráveis, que esperamos  o tempo que for necessário para que se faça justiça, porque quando nos tocam nos filhos desta maneira miserável e covarde não descansaremos até que os responsáveis paguem pelo facto.


A nossa filha não está em condições de voltar à escola, por isso vai  manter-se em casa até que consigamos como é nossa obrigação e objectivo recuperar o mais rapidamente esta situação.


Não pretendemos como é óbvio tirar partido desta surrealista situação, porque nos parece tão miserável que nos leva unicamente a defender os valores fundamentais, onde a verdade tem que ser mais uma vez uma divisa de  honra.


Tudo faremos para que a nossa filha regresse à escola o mais rapidamente possível, unicamente pretendemos que não tenha qualquer  contacto com esta rara criatura e que a mesma como está largamente comprovado seja de imediato demitida das suas funções de director e professor da turma  e que lhe seja instaurado o respectivo processo disciplinar por tão baixa e suja atitude.


Pensamos que a lista de tantas evidentes incompetências seja matéria, para que o Conselho Executivo tome as medidas urgentes e não adie e arraste aquilo que é por demais evidente


Todas as afirmações acima expostas são fruto de informações dos respectivos colegas da Aluna e como é óbvio da verdade da nossa filha, que por muitos defeitos que possa ter, mentirosa  nunca foi, porque esse é um princípio fundamental na nossa família.


Votos sinceros que seja feita justiça, mesmo sabendo que vivemos no País da Impunidade


Já mais este senhor ficará impune.


Atentamente»


 


Perante o que acabam de ler, já nem sei o que dizer, a não ser que não podemos baixar os braços, não podemos deixar impune tanta incompetência e tanta miserável má fé, nem podemos deixar que os nossos filhos vivam injustiças, agressões e violências constantes, em locais onde a moral e os bons costumes deveriam ser lei.


 


 


 



Publicado por marquesarede às 00:41
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(Sur)realista 2

b-g6.jpg


 


Por mais incrível que pareça, os acontecimentos com os alunos do 5.º não param. E cá vamos nós relatar mais um caso de violência da E.B. 2/3 El-Rei D. Manuel, desta feita chegando ao cúmulo da agressão física.


O aluno em questão começou a ser pressionado por vários colegas a levar dinheiro para a escola e a entregar-lhes essas quantias monetárias para que não fosse sujeito à crueldade dos colegas (sim, pois todos nós sabemos que as crianças são extremamente cruéis ente si), nem que fosse agredido pelos mesmos.


Após o aluno ter relatado o que se passava aos seus pais, estes confrontaram várias vezes a Directora de Turma sobre a sua preocupação pelo facto do seu educando ter sido pressionado por outras crianças da turma e ter levado por diversas vezes dinheiro para a escola sob ameaças psicológicas, numa aula de DTT, e por iniciativa da Directora de Turma, foi uma carta redigida por algumas crianças da turma relatando que o aluno dera 5€ a outro aluno e que este fora comprar tabaco com outros colegas.


O mais inacreditável é que se soube há pouco, que na reunião de pais da turma, que, supostamente, a Presidente do Conselho Executivo, nunca teve conhecimento deste caso que ela própria considerou grave... será verdade que ela nunca foi informada pela Directora de Turma? Ela garante que não... de qualquer das formas é grave, não acham?


 No dia seguinte a essa reunião, o Encarregado de Educação do aluno esteve no gabinete da Presidente do Conselho Executivo (sozinho com ela e portanto sem provas, infelizmente) e exigiu que ela abrisse um inquérito para apurar a verdade dos factos. Exigiu também que no decorrer do inquérito, quando fosse necessário ouvir a "versão" do aluno lesado, os pais deveriam ESTAR OBRIGATORIAMENTE PRESENTES. Até à data não foi obtida qualquer informação sobre o assunto.


Mas o assunto não fica por aqui, pois este mesmo aluno, foi vítima de uma violenta agressão física e psicológica perpetuada por outro aluno, em que ficou bastante maltratado e ninguém da escola teve a atitude que é obrigatória de levarem a criança ao Centro de Saúde ou de chamarem os Bombeiros e de avisarem os pais de imediato. Alegaram, muito naturalmente,  que o próprio aluno disse que não precisava! Ao qual os pais do aluno argumentaram de imediato que uma criança de 10 anos não tem o discernimento, e muito menos logo após a agressão,  de decidir tal coisa!


Sobre isto, e também para tentar não prejudicar mais o infeliz do aluno agressor que também consideramos ser uma criança revoltada e vítima da sua própria situação, foi exigido à Presidente do Concelho Executivo que promovesse um encontro entre os pais do aluno lesado e os pais do aluno agressor, para se tentar perceber se é que é possível perceber, que tipo de pais é que são e o que pensam das atitudes do próprio filho e/ou o que fazem para tentar corrigi-las.


Vamos aguardar e ver se realmente o Conselho Executivo cumpre com o seu dever, promovendo a solicitada reunião e se defende, como é da sua obrigação, os direitos dos alunos, na sua integridade física e moral para que sejam as mulheres e homens do amanhã mentalmente saudáveis e íntegros.


Pois parece que em vez de se promover a boa camaradagem e cordial vivência, para que a infância e adolescência destas crianças seja o caminho certo e seguro do amanhã, existe uma passividade constante perante a violência e maus tratos físicos e psicológicos permanentemente verificados no dia-a-dia desta escola.


 



Publicado por marquesarede às 00:34
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(sur)realista

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Apesar de ultimamente não actualizarmos o nosso Blog. As notícias e os acontecimentos não pararam. E a nossa Escola não é disso excepção, e durante este tempo passaram-se inúmeras situações e algumas delas graves e no limiar do surreal que passo a relatar para que todos os que lerem este Nosso/Vosso Blog possam ver quais as atitudes de alguns (volto a repetir alguns) professores educam os nossos filhos.


Uma aluna de 5.º ano, com 10 anos, foi vítima de furto de todos os seus bens, por parte de um colega da turma (mais velho, repetente e bastante problemático) e de outro colega da escola, e para além disso foi verbalmente ofendida até conseguir reaver os seus pertences.


Na qualidade de representante legal a encarregada de educação da menor remeteu vários documentos à escola, à Directora de Turma (que foi completamente incompetente na resolução desta situação, tendo neste momento um processo às costas) e ao Conselho Executivo, para que fosse tomada alguma atitude correctiva aos alunos em questão. Feitas a competentes participações constatou-se que, além da abertura de procedimento disciplinar com resultado nulo pelo facto de os pais do aluno não comparecerem na escola, nada mais foi feito, alegando a escola estar numa situação de impasse por, sem a audiência dos pais do referido aluno, nada poder fazer.


Por outro lado, e como se não bastasse a atitude de passividade dos órgãos da escola perante factos tão graves, vários dias mais tarde, a aluna foi retirada da sala de aula de EVT pela Vice-presidente do Conselho Executivo, tendo levado a aluna para uma sala onde estiveram a sós e onde a menor, sem a presença ou conhecimento, quer prévio quer posterior, da encarregada de educação, foi submetida a um conjunto de perguntas sobre os factos do dia em que foi molestada e roubada pelos colegas e, mais espantoso ainda, foi culpabilizada pelos mencionados acontecimentos e, foi repreendida por contar em casa à SUA PRÓPRIA MÃE, o que se passa consigo na escola.


Ora, a Lei 30/2002 prevê que: “O director de turma (…) é particularmente responsável pela adopção de medidas tendentes à melhoria das condições de aprendizagem e à promoção de um bom ambiente educativo, competindo- lhe articular a intervenção dos professores da turma, dos pais e encarregados de educação e colaborar com estes no sentido de prevenir e resolver problemas comportamentais ou de aprendizagem.” (art. 5.º, n.º 2).


Por outro lado “a disciplina da escola deve, para além dos seus efeitos próprios, proporcionar a assunção, por todos os que integram a vida da escola, de regras de convivência que assegurem o cumprimento dos objectivos do projecto educativo, a harmonia e a integração social, o pleno desenvolvimento físico, intelectual, cívico e moral dos alunos e a preservação da segurança destes (…). Cfr. art. 9.º da Lei n.º 30/2002)


A escola, quando entenda que os problemas comportamentais de um aluno ultrapassam a sua capacidade de actuação tem também o dever de solicitar a colaboração de entidades externas, nomeadamente, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo (cfr. art. 10.º da Lei n.º 30/2002) o que, não foi feito apesar do manifesto desinteresse dos pais do aluno agressor pelo seu percurso escolar.


Qualquer aluno tem direito a ver salvaguardado, pela comunidade educativa, com especial relevo para os professores e membros dos órgãos de gestão da escola, a sua segurança e integridade física e moral, bem como a sua propriedade (cfr. art. 13.º da Lei 30/2002).


Qualquer aluno tem o correspondente dever de respeitar a integridade física e moral e a propriedade de bens dos demais membros da comunidade educativa (cfr. art. 15.º da Lei 30/2002).


Não o fazendo, qualquer aluno deve ser sujeito à aplicação de medidas disciplinares adequadas e, entendemos também, que deve ser alvo de apoio psicológico e outros adequados à resolução do seu problema comportamental (cfr. arts. 23.º e 10.º da Lei 30/2002).


Os professores, órgãos de gestão da escola e respectivos titulares são guardiães dos direitos e deveres acima enunciados, os quais são a base de uma sã convivência e de uma aprendizagem de sucesso.


Tanto assim que é dever profissional do docente “contribuir para a formação e realização integral dos alunos (…) incentivando a formação de cidadãos civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida da comunidade.” (cfr. art. 10.º, n.º 2, al. a) do DL 139 – A/90 de 28/04).


Isto porque um dos objectivos do ensino básico é proporcionar a aquisição de noções de educação cívica e moral bem como criar condições de promoção do sucesso escolar e educativo a todos os alunos. (cfr. art. 7.º da Lei de Bases do Sistema Educativo.)


Face ao exposto, a comunidade educativa da EB 2, 3 El-Rei D. Manuel I não cumpriu com os seus deveres legais quer em relação à aluna lesada quer em relação aos alunos agressores, pois o sentimento de impunidade gera adolescentes e adultos irresponsáveis.


Mais, a aluna sofreu graves danos com toda esta situação pois além de ter visto violados os seus mais elementares direitos por um colega, sentiu-se desprotegida e desamparada, para não dizer mais, por aqueles que têm a obrigação legal de zelar pela sua segurança, integridade física e moral.


O medo de novos actos de violência por parte dos colegas e de novas culpabilizações por parte de elementos do Conselho Executivo foi constante que afectou o descanso da aluna e lhe reduziu as suas capacidades de aprendizagem.


Posto que a escola demonstrou manifesta incapacidade de garantir que a aluna veria todos os seus direitos como aluna respeitados, não podendo a mesma continuar a frequentar o estabelecimento de ensino até que as ocorrências fossem resolvidas.


Depois de toda esta exposição, que teve início em finais de Dezembro, a situação só ficou mais ou menos resolvida (pois a situação dos alunos agressores ainda continua pendente) com o regresso da aluna à escola no dia 6 de Fevereiro, após inúmeras trocas de documentos e por fim pela ajuda e intervenção da Associação de Pais que reuniu todos os professores da turma, conselho executivo, para que fosse esclarecida a situação da aluna e defendidos os seus direitos perante os colegas e professores, pois ainda para cúmulo a maioria dos professores não estavam a par da situação.


Também o elemento do Conselho Executivo, fez um formal pedido de desculpas à aluna e Encarregada de Educação, pelo seu acto impensado que afectou complexamente esta aluna.


Acho que mais ou menos consegui e expor toda a situação sem me alongar muito, pois nas entrelinhas muito mais haveria para dizer das evasivas e mentiras por parte dos intervenientes da comunidade escolar que envolveram todo este processo e tentaram dissuadir e ludibriar esta mãe, MAS COMO GRANDE MULHER DE ARMAS QUE É NÃO BAIXOU OS BRAÇOS E SÓ PARARÁ NO DIA EM QUE VIR A JUSTIÇA FEITA.


 



Publicado por marquesarede às 00:20
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