Temas e notícias diversas sobre questões relacionadas com o ensino, actividades escolares, questões sociais e das novas tecnologias.
Terça-feira, 22 de Novembro de 2005
Críticas ao sistema educativo em Portugal

publicado a 13/11/2005 - Portugal - Correio da Manhã

 


Buraco negro vem do Ensino Básico

O alerta está na ordem do dia e a equipa do Ministério da Educação não cessa de sensibilizar os professores. Quinta-feira de manhã, em Faro, numa reunião com responsáveis das escolas do Algarve, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, começou exactamente por falar dos números da OCDE e da UE que fazem um retrato dramático do Ensino em Portugal. E incentivou a dar uma volta à situação.

As estatísticas europeias referem que o insucesso escolar em Portugal está a atirar metade dos jovens para fora do comboio do futuro. Em 2004, apenas 49% dos que têm 20 a 24 anos completou o Ensino Secundário. Isto quando a média europeia está nos 76,4%, a Espanha tem 62,5% e a Grécia 81,7%.

O problema tem consequências prejudiciais para o País e mobiliza a procura de soluções. No corrente ano lectivo, o Ministério da Educação mandou as escolas manterem os alunos em actividades didácticas, sem interregnos, mesmo em caso de falta imprevista do professor. Aposta-se também na diversificação de alternativas, com mais cursos tecnológicos nas secundárias públicas.

Os professores fazem, por seu turno, um diagnóstico cruel. Um ‘buraco negro’ no 2.º e 3.º Ciclos, com programas desadequados, faltas de aferição e prejuízo para a responsabilidade do estudante, foi insistentemente apontado num debate sobre o insucesso no Secundário, feito na Escola D. Pedro V, em Lisboa, com a participação de professores e associações de pais, Marcante na discussão foi ainda o apontar de erros nas licenciaturas nas Escolas Superiores de Educação, o desprestígio da via técnico-profissional e a denúncia que empurrar os alunos até ao 10.º Ano, quando não sabem, provoca ainda maior insucesso escolar. Da análise ficam aqui os principais factos.

'ESTUDAR EXIGE ESFORÇO E CONTRARIA O ÊXITO FÁCIL'

Há um consenso terrível nos professores do Secundário: a escola não é apelativa para a grande maioria dos jovens que diz ser estudante. O problema de base, afirmam os professores, é que os alunos são enganados pelo sistema.

“Eles entendem muito pouco o que é ser ‘estudante de profissão’ e pensam que estudar não é primordial, nem essencial”, explica Leonilde Timóteo que ao marcar trabalhos para casa se confronta muitas vezes com observações do género “é melhor não mandar fazer porque já temos um teste marcado”.

O mesmo problema é salientado por Ana Rocha, professora de Filosofia, que recorda: “Há 25 anos era moda dizer aos professores que o que os alunos que não aprendem nas aulas também não aprendem em casa, pelo que não valia a pena marcar trabalhos.

A realidade de hoje é diferente. Sabe-se que a aprendizagem é uma tarefa árdua e o trabalho para casa um elemento integrante da aquisição do conhecimento e fundamental para o desenvolvimento da autonomia do estudante.”

'QUALQUER INICIATIVA DA ESCOLA É BOA DESDE QUE NÃO TENHA AULAS...'

“Qualquer evento desde que não tenha aulas e saia mais cedo é bom para mim”, escreveu um aluno da Escola Secundária D. Pedro V, a Sete Rios, em Lisboa, quando lhe pediram para fazer por escrito a sua avaliação sobre as iniciativas levadas a cabo no estabelecimento de ensino a propósito do Dia Mundial da Música, comemorado no sábado, 1 de Outubro.

No dia anterior foi exibido para 90 alunos o filme ‘Amadeus’, sobre a vida de Mozart, realizado por Milos Forman e premiado com oito Óscares de Hollywood. Da avaliação dos alunos falam os seus textos. Um escreveu: “Sendo sincero, por um lado gostei porque sempre era melhor do que ter aulas, por outro não gostei. O filme foi um bocado secante mas foi giro ver o actor a rir-se.” E outro concluiu: “Se isso me impedir de ter aulas podem fazer mais eventos.”

Mais um dado eloquente: os professores prometeram premiar com DVD do filme os melhores trabalhos sobre Mozart, mas apenas foi entregue um trabalho, no caso feito por Andreia Cadete, uma aluna considerada de nível excepcional, filha do ex-jogador de futebol do Sporting e Benfica, com o mesmo apelido.

Escolas superiores de educação erram ao especializar professores do básico

Além de ser apontado como excessivamente lúdico, o 1.º Ciclo do Básico apresenta outros perigos. Um problema grave está na formação dada pelas Escolas Superiores de Educação (ESE) que sucederam ao Magistério Primário.

As ESE especializam os docentes em Matemática, Português, Ciências, Educação Física, Musical, Visual etc. e essa preferência tende a reflectir-se no que ensinam. “Como é que uma professora do 1.º Ciclo, com preferência por Letras, estimula os alunos a estudarem Matemática?”, observa Isabel Veiga, professora do Secundário, preocupada com a falta de bases dos estudantes à chegada ao 10.º Ano.

Já os responsáveis de escolas do 1.º Ciclo consideram mais grave o facto de os docentes não conhecerem as didácticas. Mais, é consensual que quem vai para o 1.º Ciclo, tendo feito apenas uma cadeira de Matemática, com nota sofrível, não está apto a ensinar.

Pelo contrário, as críticas ao ensino excessivamente lúdico suscitam polémica. “A escola não pode ser cinzenta e entre o 1.º e o 4.º ano existem diferentes níveis de abordagem pedagógica”, observa Gisela Lima, responsável por um agrupamento de escolas no Algarve que defende não ‘amarrar’ crianças entre os 6 e os 10 anos e uma estratégia de ensino expositivo, cinco horas por dia.

'Buracos negros' no 2º e 3º ciclos provocam problemas sem solução

Todos os erros que estão na base do insucesso escolar em Portugal, em termos de programas ineficazes, desaproveitamento das capacidades dos estudantes, falta de exigência na avaliação e incremento da responsabilidade têm os pontos máximos do 5.º ao 9.º Anos.

“O 2.º Ciclo é por vezes um lugar de equívocos e não existe na maior parte dos países europeus”, observa Gisela Lima que considera os programas e a estrutura funcional pouco ajustados às necessidades curriculares dos alunos e factor de descontinuidade entre os níveis de ensino. E explica: “Os programas não estabelecem uma adequada transição entre os anteriores e os novos conhecimentos. Há apenas uma passagem mais centrada para a diversificação dos profesores e um menor grau de proximidade com os problemas dos alunos.”

Além disto, “os critérios de exigência e rigor abrandaram claramente nos últimos 30 anos” e Maria José Varandas, que já trabalhou no Ministério, não tem dúvidas em afirmar que “a política de dificultar a retenção dos alunos nos vários anos tem a ver com preocupações economicistas, pois o que se quer é reduzir o aumento de custos provocado pelo alargamento da escolaridade obrigatória para nove anos.”

Via de ensino técnico-profissional falha rumo e prestígio junto de pais e alunos

Portugal tem na União Europeia a segunda mais baixa percentagem de conclusão do Ensino Secundário, sendo que apenas 49% dos jovens com 20 a 24 anos acabou o 12.º Ano. Isto quando a média da UE-25 está nos 76,4% e mesmo a Espanha (23.ª, com 62,5%) marca grande distância do insucesso português.

O grave é que dar a volta aos números não está fácil, mesmo se o Governo aponta 2010 como meta para ver 50% dos alunos escolherem o Ensino Técnico-Profissional, a via óbvia para aumentar o sucesso escolar. Há, porém, dúvidas sobre a eficácia desta aposta.

Os professores consideram que a via técnico-profissional está desprestigiada, não atrai alunos, nem convence os pais. Isabel Almeida, professora do Secundário, explica os motivos: “É suposto que a via técnico-profissional devia dar mais competências aos interessados em entrar directamente no mercado profissional, mas o objectivo complica-se quando a exigência teórica é igual ao da via de acesso ao Ensino Superior para que o aluno possa ter a mesma oportunidade de entrar numa universidade com o exame do 12.º Ano.

Além disto, faltam escolas com esta via e, sobretudo tem de se lhe dar prestígio. Nenhum pai quer ver o filho a seguir cursos que aparecem como reservas para ‘burros’.”

"Passar alunos que não sabem acaba por aumentar o insucesso escolar"

“Empurrar até ao 10.º ano alunos que têm negativa a Matemática desde o 5.º, mas não se podem reter porque sai caro, é a pior solução porque conduz fatalmente

à frustração do estudante e também do professor.” A análise é de Maria da Luz, professora de Matemática que considera que as aulas de apoio fora de tempo não resolvem os atrasos na aprendizagem e sente, às vezes, uma enorme vontade de agir como os júris dos concursos de televisão que mandam os concorrentes aprenderem a cantar.

“Há alunos que chegam ao Secundário condenados ao insucesso e para quem a única solução era mandá-los outra vez para o 5.º Ano”, desabafa, referindo um caso concreto: “Numa aula de apoio, em hora não lectiva, estive com um aluno que não sabe de facto imensas matérias do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 9.º Anos, mas foi passando porque é difícil reprovar quem quer que seja. E, agora, gerou-se uma situação insustentável. Evidentemente que se pode começar a ensinar-lhe toda a matéria que não sabe, equações, sistemas e coisas de Geometria, mas ele vai continuar a ter sempre negativas no testes sobre a matéria do 10.º, desmobilizando-o das próprias aulas de apoio. A solução seria parar para aprender o atrasado e só depois iniciar o Secundário. Mas isto não é praticável e o que acontece é ir até ao 12.º ano e repetir a Matemática dois ou três anos até desistir.”



Publicado por marquesarede às 10:05
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Semana da Educação Sentimental

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"O CD-Rom, que hoje começa a ser distribuído pela Câmara de Setúbal no âmbito da Semana da Educação Sentimental, resulta do trabalho desenvolvido pela Escola Secundária Lima de Freitas, que há sete anos criou um gabinete de atendimento onde os alunos expõem os problemas pessoais e dúvidas, "sem inibições e sem os olhares e comentários indiscretos" dos colegas.

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21.11.2005 - 09h17 Cláudia Veloso/PÚBLICO

A boneca que simboliza uma adolescente apresenta-se: "Olá. Eu sou a Ana e estou aqui para te falar do Gabinete de Atendimento a Jovens". É desta forma que se inicia o CD-Rom que, através de uma navegação simples e interactiva, procura responder a questões relacionadas com a adolescência, sexualidade, transformações do corpo ou doenças sexualmente transmissíveis.
O CD-Rom, que hoje começa a ser distribuído pela Câmara de Setúbal no âmbito da Semana da Educação Sentimental, resulta do trabalho desenvolvido pela Escola Secundária Lima de Freitas, que há sete anos criou um gabinete de atendimento onde os alunos expõem os problemas pessoais e dúvidas, "sem inibições e sem os olhares e comentários indiscretos" dos colegas. A experiência, explica Paula Peralta, coordenadora do projecto, é complementar à discussão promovida em sala, de forma transversal às várias disciplinas.

O objectivo é que a troca de opiniões contribua para a construção individual de ideias e juízos de valor e para a segurança, auto-confiança e responsabilidade dos jovens em matéria de educação sexual. Do conjunto de perguntas colocadas, confidencialmente, às quatro técnicas do gabinete (duas professoras, uma psicóloga, uma enfermeira e/ou uma médica da extensão de saúde, todas com formação em atendimento e aconselhamento a jovens), foram compiladas as mais frequentes para o CD-Rom. "Como se coloca um preservativo? Qual o período fértil da mulher? O que é a virgindade? Quando se deve iniciar a primeira relação sexual? O que é a pílula do dia seguinte?" - são questões respondidas com linguagem simples, animação, jogos ou através do glossário.

A escola dinamiza também um site na Internet - www.esec-viso.rcts.pt/gabinete.htm - para sensibilização e divulgação da saúde sexual e reprodutiva. O gabinete, aberto 13 horas por semana, recebe pais, encarregados de educação, professores e funcionários, que pedem apoio numa perspectiva de trabalho ou pessoal. Os auxiliares de acção educativa, frisa Paula Peralta, são muitas vezes os elos de ligação com o gabinete, pois, muitas vezes, acabam por ser os confidentes escolhidos pelos jovens para falar de angústias e preocupações. Os encarregados de educação também são chamados a participar nas actividades.

Raparigas têm "mais" dúvidas

Respeitando o atendimento anónimo e confidencial, o gabinete já pode, através dos registos de visitas, traçar um perfil do utilizador. Surgindo sempre em grupos de dois, três ou quatro, a maioria dos jovens que visitam o gabinete são do sexo feminino e situam-se entre os 12 e os 15 anos de idade. "É a faixa etária onde ocorrem as chamadas transformações da adolescência que levam os jovens a questionar-se sobre si e o mundo", explica Paula Peralta. É também por esta altura, acrescenta, que se manifestam "mais curiosos e menos inibidos".

Nos últimos anos, porém, nota-se uma crescente procura por parte dos rapazes. "Começam a sentir-se mais à vontade para colocar as suas dúvidas, o que é muito positivo", refere Paula Peralta. Muitas vezes, aparecem apenas para conversar. "Não interessa o tema, querem alguém disponível para os ouvir". O tipo de atendimento mais solicitado é, no entanto, o informativo.

Os jovens querem saber mais sobre métodos contraceptivos ou sobre os ciclos menstruais, fundamentalmente. Durante o atendimento são também detectados vários problemas de saúde, que os técnicos encaminham para a Extensão de Saúde do Viso, em Setúbal. "Não fazemos juízos de valor. Prestamos apoio afectivo e psicológico, para além de informativo", frisa Paula Peralta, lembrando que o objectivo fundamental do projecto é que os adolescentes "vivam a sua sexualidade de maneira mais informada, autónoma e gratificante".

O CD-Rom que a partir de hoje é distribuído pelas escolas lança o Projecto Educação Sentimental do concelho de Setúbal, que pretende aprofundar a relação autarquia-escola-comunidade, apoiar projectos educativos, promover o livro e a leitura e contribuir para o desenvolvimento psicossexual e emocional harmonioso das crianças e jovens. Na próxima quinta-feira, o auditório municipal Charlot será palco de um colóquio denominado "Educação Sentimental - Experiências". "



Publicado por marquesarede às 09:57
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005
milhões é preciso
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Doação de milhões de Euros para Crianças

A Amway e a UNICEF concordaram numa parceria a longo prazo.
A companhia assinou um acordo de cinco anos com a UNICEF, que prevê a doação de mais de 2.5 milhões de Euros para apoio a projectos de imunização e educação.

A companhia de venda directa Amway vai apoiar, no futuro, projectos da UNICEF com doações de, pelo menos, 500 mil Euros anuais. Para este efeito, a companhia assinou um acordo relativo aos próximos cinco anos.

A doação partirá da Amway, juntamente com os seus mais de 345 mil empresários independentes e 900 empregados na Europa. Cerca de 20 por cento dos fundos serão destinados a projectos em países em desenvolvimento; 80 por cento irão para projectos de imunização, em curso ou a iniciar.
“Os fundos da Amway vão ajudar a UNICEF na sua luta contra a poliomelite e na promoção de outras imunizações de rotina”, afirma Ann M. Veneman, Directora Executiva da UNICEF desde Maio. “A poliomelite esteve quase erradicada, mas um novo surto em África e na Ásia causou algumas contrariedades e a incidência da doença aumentou no último ano”.

As doações regulares da Amway também vão apoiar outros projectos da UNICEF, como a campanha de vacinação em curso contra o sarampo, no Tajiquistão.”Temos de dar a todas as crianças do mundo uma oportunidade igual de ter uma vida melhor”, afirma Mark Beiderwieden, Vice-presidente Sénior e Director da Amway Europa. “Partilhamos este objectivo com a UNICEF, e foi por essa razão que optámos por uma parceria a longo prazo”.

A companhia tem vindo a apoiar o trabalho da UNICEF desde 2001 – com mais de dois milhões de Euros atribuídos à UNICEF desde então. Este compromisso faz parte da campanha global “One by One” destinada às crianças, que a Amway iniciou em 2002. Com esta campanha, a Amway apoia a educação regional e internacional, bem como projectos de saúde e culturais para crianças. Apenas nos últimos três anos, foram doados 26 milhões de dólares.

Mais perto dos Objectivos do Milénio

Mark Beiderwieden está convencido de que a prevenção na saúde não é a única coisa que é preciso melhorar na vida das crianças. “As crianças têm que ter, igualmente, oportunidades de educação, para escaparem à pobreza”. Parte da doação anual será, pois, canalizada para projectos educacionais. “Queremos tornar possível a todas as crianças a frequência de uma escola em 2015. Este é um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio internacionalmente acordados”, afirma a Directora Executiva da UNICEF, Ann M. Veneman. “Atingir este objectivo é um desafio, mas graças ao apoio de companhias como a Amway, pode ser obtido um progresso real”.

A Amway é uma companhia familiar internacional e uma das principais empresas mundiais de venda directa, com um volume de negócios anual de 6.2 mil milhões de dólares. Além da sua sede, em Ada, Michigan, nos Estados Unidos, a empresa tem sucursais em mais de 50 países. A Amway está presente no nosso País desde Abril de 1992, tem sede em Lisboa e comercializa produtos de beleza, bem estar e para o lar, como por exemplo, os Detergente Multi-usos L.O.C. e os produtos Artistry para os cuidados da pele. A maior parte dos seus produtos são marcas próprias, complementadas por produtos de outras companhias conhecidas.


17 de Outubro de 2005


Publicado por marquesarede às 01:02
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005
visão de curto alcance...
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GNR de oculos escuros! outra atitude muito civica é o silencio e a postura passiva dos amigos da GNR tenho grandes dificuldades em entender a sua postura neste tema,quando estamos em frente a uma escola e precisamos de garantir que nenhuma criança corra o risco de ser atropelada. Apelo a que senhores responsaveis deste sector tambem ajudem naquilo que deveria de ser uma obrigação.atençao escola segura ????? é urgente mudar mentalidades e posturas ,temos que abandonar o terceiro mundo e pelo menos passar ao segundo ????? Enviado por carlos paixao em novembro 3, 2005 10:45 PM


Publicado por marquesarede às 23:20
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MAUS-TRATOS:

Especialistas defendem criação de base dados sobre crianças em risco


02-11-2005 18:07:00.  Fonte LUSA           passos.jpg


Lisboa, 02 Nov. (Lusa) - Especialistas em maus-tratos infantis defenderam hoje a criação de uma base de dados que cruze informações de centros hospitalares, escolas e outras instituições, para permitir a detecção atempada de casos de crianças em risco.


"Não existe em Portugal um instrumento padrão de recolha de informação sobre crianças maltratadas que permita caracterizar a população que é vítima de formas de negligência", criticou a socióloga Ana Nunes de Almeida durante uma audição na Subcomissão Para a Igualdade de Oportunidades, na Assembleia da República (AR).


Para a socióloga, que divulgou hoje no parlamento, pela segunda vez, os resultados de um estudo sobre maus-tratos infantis encomendado há 10 anos pela AR, a ausência desta base de dados, que já existe em vários países, é um entrave à prevenção destes casos.


"As instituições têm bastante informação, mas não está sistematizada", afirmou Ana Nunes de Almeida à Agência Lusa no final da audição na AR, no âmbito da avaliação dos sistemas de acolhimento, protecção e tutelares de crianças e jovens.


Por outro lado, acrescenta, ainda há nas instituições "uma cultura de resguardo" em relação à divulgação dessas informações que "não joga a favor das crianças".


"Há uma certa resistência que tem a ver com uma cultura institucional que ainda existe em muitos locais onde trabalham os profissionais da infância que é de imaginarem que as crianças que lhes passam pelas mãos são sua propriedade e a informação que existe sobre elas não tem de ser dada aos outros", sublinhou.


Ana Nunes de Almeida considera que a "aversão de se pensar sequer na criação de base de dados" tem a ver com o princípio, que ainda predomina na sociedade, de colocar "à frente de tudo o superior interesse do adulto e não o da criança".


Esta situação "beneficia sobretudo o agressor", salientou a socióloga, defendendo a existência da base de dados nos hospitais, nas escolas e nas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco.


Esta opinião é partilhada pela presidente da subcomissão parlamentar Para a Igualdade de Oportunidades, Maria do Rosário Carneiro, que disse à Lusa "ser uma militante convicta da sinalização" das crianças em risco.


Para esta responsável, uma criança vítima de maus-tratos não é só aquela que entra ferida no hospital, mas também aquela "que não comparece à vacina ou à consulta de rotina, que falta à escola, que evidencia sinais de apatia ou que tem algum comportamento mais disfuncional".


A deputada independente do PS, que coordenou em 1997 um estudo intitulado "Crianças de Risco", lembrou que foi apresentado, em três legislaturas consecutivas, um projecto de resolução com vista à criação de uma base de dados, que "foi sempre aceite, mas nunca foi discutido".


As especialistas adiantaram que um dos motivos para a não criação da base de dados é a confidencialidade e da privacidade das crianças.


"A sinalização não compromete a criança, nem a estigmatiza", frisou Maria do Rosário Carneiro, para quem este sistema "é unicamente um alerta que entra em todos os sistemas por onde a criança passa e que, no caso de haver um segundo alerta", permite que a criança seja observada e protegida.


O estudo "Maus-Tratos Infantis em Portugal", coordenado por Ana Nunes de Almeida, envolveu 755 crianças vítimas de maus-tratos, sete das quais morreram devido aos abusos, seleccionadas por técnicos de 121 instituições de todo o País.


O estudo concluiu que o pai biológico, a mãe ou ambos estavam directamente relacionados com cerca de 65 por cento dos casos.


"É na família que os maus-tratos são mais frequentes e mais perigosos do ponto de vista do desenvolvimento da criança", salientou a socióloga, frisando que "a mãe é a grande cuidadora, mas também a mais frequente mal-tratante".


"Ser mãe exige competências e a má preparação para a maternidade está na origem de muitas formas de negligência e maus- tratos nas crianças", assim como as cargas horárias excessivas de trabalho, acrescentou.


O estudo revelou nove conclusões, que, segundo a socióloga, ainda se mantêm actuais porque o trabalho está construído em torno de uma tipologia "e a situação do país do ponto de vista estrutural não mudou assim tanto".


Abuso emocional, em que a criança é insultada, ameaçada, aterrorizada e no final acaba por ser agredida, agressões físicas e a intoxicação intencional com vinho e sedativos para as crianças ficarem sossegadas enquanto os pais estão a trabalhar, são algumas formas de abuso, segundo as conclusões do estudo.


"Portugal é o país da União Europeia que tem o maior número de acidentes domésticos com crianças e, segundo um relatório da UNICEF de 2004, é o sexto país a nível mundial com maior número de mortes de crianças por maus-tratos.



Publicado por marquesarede às 20:49
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EDUCAÇÃO SEXUAL VAI TER PROGRAMA OFICIAL

Comissão quer alunos avaliados, escolas responsabilizadas e ONG fora do processo


DN 03-11-2005


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da teoria à prática. A inexistência de orientações concretas do ministério
nesta área tem sido o álibi de muitas escolas. Será que é desta


Um programa oficial de educação sexual, obrigatório e incluso na área de educação para a saúde, é a grande novidade proposta pelo Grupo de Trabalho de Educação Sexual para um tema que o seu presidente, o psiquiatra Daniel Sampaio, qualifica como "muito sensível". Outras inovações passam pela nomeação, em cada escola, de um professor que vai centralizar e avaliar as intervenções curriculares na área de educação sexual e de educação para a saúde e a avaliação obrigatória dos alunos no que respeita aos conhecimentos relacionados com as áreas.


 O grupo, presidido pelo psiquiatra Daniel Sampaio, nomeado pela ministra da Educação em Junho para avaliar o existente e elaborar propostas no sentido de tornar efectiva a transmissão de conhecimentos de educação sexual em meio escolar, propõe ainda que nas áreas curriculares não disciplinares seja obrigatória a inclusão de conteúdos relacionados com a educação para a saúde.



Recomenda também que os protocolos celebrados pelo ministério com três ONG (Associação para o Planeamento da Família, Movimento de Defesa da Vida e Fundação Comunidade contra a Sida) para que estas levassem a cabo acções de formação de professores e contactos com alunos na área da educação sexual devem ser terminados. "Não se trata de criticar o que foi feito pelas ONG", explicou Daniel Sampaio na apresentação do relatório, que decorreu ontem, no Ministério da Educação. "Aliás não fizemos a avaliação desses protocolos. Mas pretendemos que não sejam organizações exteriores à escola a ter protagonismo na educação para a saúde."



Propondo que as suas propostas sejam aplicadas desde já, a partir de Dezembro, num grupo piloto de estabelecimentos de ensino, que acompanhará durante um ano através de visitas e da criação de uma linha telefónica a funcionar uma manhã por semana e um endereço electrónico, o grupo constituído por Sampaio, pela psicóloga Margarida Gaspar de Matos, pelo obstetra Miguel Oliveira da Silva e pela professora Maria Isabel Baptista não apresentou, porém, uma proposta de ruptura como quadro existente.



Antes pelo contrário grande parte das suas recomendações são o reiterar de orientações já existentes e legalmente consignadas - caso do carácter obrigatório e prioritário da transmissão de conhecimentos e competências na área de educação sexual, da sua inclusão na área mais vasta de educação para a saúde, da participação de pais e alunos no projecto de cada escola nesta matéria e da constituição de parcerias, nomeadamente com centros de saúde, assim como a sugestão de criação de gabinetes de apoio no ensino secundário.


 E se Daniel Sampaio considera que o alheamento do Ministério da Educação em relação a esta área tem de acabar, dando lugar a "orientações firmes e precisas", a questão dos conteúdos, elencados no relatório em termos gerais, e, sobretudo, a forma como estes devem ser veiculados, continua um busílis não resolvido.


 


Disciplina não... para já. Quanto à "transversalidade" da área de educação sexual, consignada na legislação aprovada em 1999 e respectiva regulamentação e considerada por muitos - nomeadamente alguns membros do GTES -, pela sua fluidez e dificuldade de avaliação, como um dos factores responsáveis pela não existência de educação sexual na maioria das escolas portuguesas, é afinal reiterada pelo GTES.


 É certo que este, no seu relatório, recusa a "transversalidade pura", mas é a inclusão de conteúdos de educação para a saúde em todas as disciplinas e currículos que defende, contra a hipótese de criação de uma disciplina específica. Hipótese que o obstetra Miguel Oliveira da Silva, por exemplo, sempre defendeu e que o próprio Daniel Sampaio não parecia desconsiderar.


 "Trata-se de uma transversalidade diferente", explica o psiquiatra, que fundamenta a opção do GTES na impossibilidade de proceder a uma alteração curricular que permitisse efeitos práticos desde já, e também no facto de a carga horária dos alunos, considerada muito pesada, não propiciar a criação de mais disciplinas. Mas não afasta a possibilidade "Não me repugna que numa futura reformulação curricular se possa criar uma disciplina, não de educação sexual, mas de educação para a saúde."


 



Publicado por marquesarede às 20:41
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passadeiras,professores(alguns)e civismos!
Caríssimo(a)

Para que não exista qualquer duvida Carlos Paixão Lopes e que os tristes e heróis do anonimato tenham coragem de dar a cara, por este tema em que o civismo esta em debate.

Lastimavelmente e com muita pena minha muitos professores da escola, incluindo alguns de elevada responsabilidade passam fora da passadeira, mais grave ainda alguns com grandes discursos e atitudes sobre os miúdos e depois tem este tipo de acções. Eu próprio já me dirigi a alguns pedindo que por favor tenha e dêem outro exemplo, mas os resultados tem sido muito poucos. Gostava bastante que fossem nossos parceiros nestes e em outros tema mas"alguns" nasceram para tudo menos para isto. Falo por exemplo daqueles que utilizam os jovens e os motivam contra os tempos de substituição.
Dos pais tenho a alguma dificuldade em encontrar adjectivos porque a vergonha é imensa, mesmo nas barbas dos mesmos os seus filhos podem um dia ser atropelados com perfeito consentimento dos respectivos progenitores.
Pena é que quem dirige a escola não cumpra certos princípios fundamentais para podermos um dia chegar a uma sociedade de alguma dignidade e civismo. Julgo que todos os adultos que por ali trabalham deveriam dar alguns exemplos a nível de civismo não só nas passadeiras.
Pela minha parte continuarei a minha luta na esperança que estes tristes heróis de computador saiam das todas e ataquem com frontalidade e dêem o rosto, para parar de alimentar a viciada comunicação existente na escola em que muitos abutres vão vivendo para poder sobreviver maltratando por completo um verdadeiro processo de educação.
Pena é que neste Pais este tipo de gente continue ao longo dos anos completamente impune por isso mesmo não podemos parar...

atentamente
Carlos Paixão - qualquer duvida 918795516


Publicado por marquesarede às 07:29
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2005
Nova educação sexual pode arrancar até Dezembro

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Publicado no DN 01.11.05


 


Por fernanda câncio


 A educação sexual deverá continuar a ser uma matéria transversal nos currículos escolares, incluída na área de educação para a saúde, e a possibilidade de criar uma disciplina autónoma de educação sexual é afastada. Estas são duas das conclusões do relatório ontem entregue à ministra da Educação pela comissão nomeada para estudar este tema. O presidente da Comissão, o psiquiatra Daniel Sampaio, garante no entanto que são feitas "propostas inovadoras" - uma deverá ser a obrigatoriedade de avaliação das matérias em causa - e que estas podem ser postas em prática nas escolas até Dezembro.


 A comissão, cujas propostas terão sido, de acordo com Sampaio, bem acolhidas pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, prevê assim uma aplicação quase imediata das medidas, que se propõe acompanhar durante um ano. Isto apesar de o relatório, que amanhã será divulgado, dever entrar em consulta pública nas diversas regiões e de ser necessário, frisa o psiquiatra, "um período mínimo, de uns quinze dias, para as escolas se organizarem".


 Também o Conselho Nacional de Educação (CNE) apresentou à tutela o seu parecer sobre o mesmo assunto na sexta-feira, com conclusões que, releva Sampaio, "são muito semelhantes às da comissão". O parecer do CNE rejeita a criação de uma disciplina específica.


 Recorde-se que em Junho, na sequência de uma polémica sobre o ensino de educação sexual nas escolas desencadeada por um artigo do semanário Expresso, a ministra solicitou um parecer ao CNE sobre o assunto e nomeou a comissão presidida por Sampaio, da qual fazem parte a psicóloga Margarida Gaspar de Matos, o obstetra Miguel Oliveira da Silva e a professora Maria Isabel Baptista.



Publicado por marquesarede às 21:15
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comentário ao comentário da falta de identificação

Não é de todo, a postura dos administradores deste BLOG, nem tão pouco temos problemas em nos identificar, pois por exemplo no meu caso, grande parte da comunidade da Escola El-Rei D. Manuel I, sabe que o nome anactab, me pertencem, por serem as minhas iniciais e o nome que utilizo em todos os meus endereços de mail e se eu tivesse essa postura não colocava, por certo, estas iniciais. Mas como pelos vistos não me reconhece, passo-me a apresentar, sou a Ana Brandão, elemento da Associação de Pais desta Escola.


Para além disso, quando este BLOG foi criado, foram enviados vários mails, a variadíssimas pessoas incluído ao Concelho Executivo da escola, para colaborarem na colocação de artigos e/ou comentários de interesse à comunidade escolar. De qualquer das formas, ninguém é obrigado a se identificar se não tiver interesse nisso. Mas digo-lhe, estando o(a) Sr(a). tão indignado pelo facto da falta de identificação dos artigos, deveria ter dado o exemplo e ser o primeiro a assinar o seu comentário.


Acho que não preciso de me alongar mais, sobre o assunto e espero que reconsidere e continue a visitar o nosso BLOG, comentando e  criticando.


até sempre


Ana Brandão



Publicado por marquesarede às 20:59
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Passadeira & Civismo este principio não se aplica?
Ao comentário recebido e transcrito ocorre-me tecer as seguintes observações:

Se o nosso caro Srº "Acurioso" tivesse o discernimento e a clarividência de interpretação do artigo publicado, sobre o qual opinou tão fervorosamente agreste, em lugar do destrutivamente "contra", quem sabe por lhe beliscar nos intocáveis interesses instituídos,
facilmente perceberia que quando se diz "Professores desconhecem regras de civismo"! e logo em seguida se define peremptoriamente "certos professores", estamos perante uma linguagem de cariz jornalístico, já que de uma notícia e informação se trata.
Será que o SrºAcurioso não sabe distinguir entre aquilo que é um título e um subtítulo e um texto?.
Será que o Srº Acurioso sabe a diferença entre aquilo que foi expresso e aquilo que poderia ser por exemplo: (os) professores desconhecem regras de civismo! Sabe a diferença? não sabe ou não quer saber!Nessa medida teríamos de facto um contra censo literário que não foi o caso em apreço.
Mantemos "certos professores". para que não restem dúvidas e porque sabemos que existe na escola excelentes profissionais a todos os níveis. Não procuramos "o todo pela rama" longe disso.
Por outro lado o seu comentário começa de forma deveras desajeitada,diga-se em abono da verdade, já que "tudo o que é demais é demais!" é, para além da redundância, manifesta em todo o texto, um inequívoco sintoma de petulância própria dos "intocáveis" da nossa triste praça, nesta cultura insana da irresponsabilidade,mediocridade que transversalmente ataca a sociedade Portuguesa.
Se o meu caro "Acurioso" estivesse por um acaso, verdadeiramente preocupado em contribuir positivamente para a solução em lugar de andar a "dar tiros no pé", é que deveria saber que nestas coisas "não pode haver meios termos" , e o tempo dos paninhos quentes é para aqueles que reinam no marasmo porque isso mais lhes convém...
Sabe meu caro Acurioso mesmo que não estejam quantificados o nº de professores que usam, abusam e prevaricam ostensivamente do NÂO A PASSADEIRA! basta UM para que
alguem diga basta!
Se o meu caro "Acurioso" é do grupo daqueles que não se querem incomodar e se como está está bem, será daqueles que necessita que morra alguem ou fique inutilizado numa qualquer cadeira de rodas para depois...tomar atitudes!Não será o caso SrºAcurioso?
Quanto a questão dos pais, evidente que tem razão, mas se consente aos professores, já agora porque não aos pais e aos alunos?Já agora importa questionar, ao seu filho se é que o tem, aceita tais praticas? Ou é daqueles que gostam de viver perigosamente, na expectativa de acabar na dita cadeira de rodas?
Não percebi se é de Alcochete e anda alheio aos problemas, se só se preocupa com o campeonato de futebol e com as"bocas" do José Mourinho, ou se é visita de fins de semana...
Sobre a questão que tanto o aflige, "gozar", aplica-se justamente aqueles que fazem "tábua rasa" dos princípios básicos do civismo. Não têm respeito pelos próprios enquanto racionais e educadores, subvertendo conscientemente o esforço de quantos pretendem dignificar o estilo e a qualidade do ensino em Portugal, com professores,pais, alunos e todos que fazem parte da comunidade educativa.Será que o srº Acurioso é daqueles que se considera omnipotente para abdicar da participação dos pais e nomeadamente das Associações de pais?
Quando se diz "como podem os mesmos ensinar seja o que for", é aos mesmos que desconhecem as tais regras básicas de civismo.Nada mais pode depreender se conseguir efectuar uma leitura atenta e "sem pedras no sapato" como aparenta ser o caso do meu caro Acurioso.
Algumas "inteligências pardas" da nossa sociedade são apologistas do deixa andar e para esses tudo quanto sejam manifestações no intuito de corrigir são "bocas ao pior estilo Alcochetense",ficamos a saber...esse é o argumento dos impávidos e dos serenos que habituaram-se a utilizar a vénia como forma de estar na vida.
Às insinuações respondemos com obras, á incúria e desleixo e traficâncias várias, com ideias, projectos,impulsos,colaboração,afinco, trabalho e mais o que for necessário.
E o Srª Acurioso, onde se situa?
Finalmente quanto ao anonimato, esse não me pode imputar. Alguem com tanta capacidade de crítica e destilando argumentos quezilentos esses sim mal estruturados, deveria estar atento quando visita o blog"parfois" é que "por vezes" podem acontecer deslizes lamentáveis,como é o caso... o que quer mais... B.I.? NIF? Residencia? Telemovel?
Quer queira quer não, o blog "Parfois" segue o destino para o qual foi criado será frequentado por quem estiver interessado em discutir os problemas e trazer soluções porque para má lingua, cá estarei, irredutível.Espero que sempre que entender comente,mal ou bem, mas p.f. leia primeiramente os artigos sem inibições encefálicas.
ESTE BLOG NÃO TEM COLABORADORES,não confundir com pais consenciosos, preocupados vs interessados, em enfrentar e resolver as vicissitudes implantadas.

PAIS PASSIVOS É NO "BLOG" AO LADO...




Publicado por marquesarede às 16:06
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Comentários:
Porque revelador da saúde mental na nossa sociedade, porque demonstrativo da razão de ser do País que sentímos, porque vale a pena reflectir nisso, entendo reproduzir o comentário que me foi enviado a propósito do assunto "Professores desconhecem regras de civismo"

Tudo o que é demais, é demais!
Então a Sraª Marquesa começa por dizer que "os professores desconhecem regras de civismo"para depois dizer que são "certos"? Está quantificado? Serão 10 em 100?
Mais? Menos?
È mesmo conversa de cusquice, de um ou dois ou dez que o façam salta-se logo para
"professores desconhecem regras de civismo"! Haja tento na língua e no pensamento...
E já agora já quantificou quantos pais é que são exemplarmente civilizados?
E "continuam a gozar"? Quando é que começaram ?Isto é: antes passavam na passadeira e depois deixaram de passar só para "gozar"? Sinceramente...
Como se não bastasse generaliza ainda para"...como podem os mesmos ensinar seja o que for?".Acredita mesmo no que escreveu ou é mesmo mais uma "boca" ao pior estilo alcochetense?

Para mim chega, fico-me por aqui nos comentários, para quem diz querer ser parte da solução aqui está um rico exemplo de má lingua.No mínimo pede-se rigor nos comentários, que quem utiliza este espaço.E já agora transparência...
Que tal, SrªMarquesa e demais colaboradores, acabar a cobardia do anonimato e assinar os artigos de opinião?
Até lá mantenho tb o meu anonimato (e a cobardia,certo?),mas será site a não frequentar se o estilo continuar.


Publicado por marquesarede às 14:59
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